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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Refutando Sheldrake - e o "Cientismo"



Um amigo me pediu que criticasse a retirada da palestra de Rupert Sheldrake do consagrado evento TED - Ideas Worth Spreading:

Sheldrake não merece o nosso tempo, e muito menos das diferentes área do conhecimento. Tudo o que diz e escreve é pura besteira. Então, como necessitamos racionalizar o nosso empenho e tempo, pergunto: o que particularmente lhe interessa no devaneio de Sheldrake? Ou seja, qual seria a proposição a ser discutida, falseada ou endossada? O vídeo do TED é pífio... todo ele. Então, por onde começar?

O TED é um evento sério, onde conhecimento comprovado, útil, testado, merece ser divulgado - sendo este o caso. De forma que necessitaremos de algum ponto de partida objetivo dentro das diferentes "revelações" de Sheldrake. Por exemplo, ele afirma que cães sentem a chegados dos donos,  e o faz engendrando seu argumento teleológico não-científico, e na verdade acientífico... As alegações de Sheldrake não são científicas, não envolvem premissas, dedução argumentativa e muito menos qualquer comprovação. Cães reconhecem padrões sonoros, cheiros etc., não existindo mágica alguma. Trabalham para conjurar o fenômeno o sistema neural, sensores, transmissão de sinal, decodificação, comparação etc., onde tudo isso já foi evidenciado em aparelhos do tipo PetScan.

O que me chama realmente a atenção neste fenômeno Sheldrake e: por que estamos presumindo algo fora dos limites naturais, e não um fenômeno mais a ser descoberto? Por que estamos tratando de em um patinho feio que nunca chegou a nada, mas não estamos conversando sobre montanhas de conhecimento consolidado que muito nos serve? Por que esse interesse pelo ESPETACULOSO, não satisfeitos com o espetacular, real... e objetivo? O Conhecimento Objetivo? Por que essa sina marginal, conspiracionista? Por que pessoas engendram raciocínios """aparentemente""" lógicos - e tripliquei as aspas - para justificar crenças às quais aderiram sem qualquer compromisso com a integridade intelectual? Defendendo com argumentos de ocasião aquilo que dizem professar por uma questão de princípios?

A adesão crente é emocional, mas a apologia é sempre "racional", lógica... mesmo quando pratica má lógica, ou falsos positivos... Afinal, tudo é material... Tudo mesmo!!! O pensamento, a fala, tudo; a correspondência dos códices linguísticos, tudo. Um pensamento é material! Nada é imaterial, nem o vácuo. Mesmo quando Sheldrake pretende ser o Mandrake ele usa de pura materialidade para fazê-lo... 100%. Mas o que ele realmente pretende com o falso propósito da problematização do que não existe - e.g., materialismo dialético (ismos) - é fazer a apologia de uma crendice prévia... e nada mais! A crença na telepatia!

Não adianta que os responsáveis pelos desenhos em plantações se entreguem à polícia... muitos continuarão falando em extra-terrestres: os cereólogos! Não importa quantas vezes demonstremos como Stonehenge, as estátuas da ilha de Páscoa ou as pirâmides tenham sido construídas, pois ainda existirão os piramidiotas... Não importa levar os comparsas de Kardec e Xavier à justiça, por crimes tipificados, como falsidade ideológica e formação de quadrilha, e condená-los, pois o espiritismo segue firme. Não importam as provas, a crença na crença não abrirá os olhos para enxergar... Sendo esse um fenômeno biológico, dirigido pelo medo do desconhecido. Evoluímos para a adaptação, e não para o endereçamento da verdade...


E o cérebro é um órgão mais em processo evolutivo. Seguimos majoritariamente limitados, causais, animistas, maniqueístas, segregacionistas - embora gregários -, péssimos em termos lógicos, e com um domínio linguístico ainda sofrível... o que promove uma confabulação interna de baixa qualidade quando pensamos. Somos essencialistas, intencionalistas, adoramos ídolos e padrões: a categorização!

Mas todas essas funcionalidades possuem algum benefício evolutivo, enquanto o tempo passou à galope. Mas os desafios mudam continuamente, o erro decai, os fatos a serem processados são outros. Então o medo deixa de ser um aliado assim tão importante, a ponto de demandar um "big brother" sobrenatural, já que dispomos de câmeras, monitoramento... justiça terrena... e o ONUS PROBANDI! Onde estão os milagres, bruxas, fantasmas... Onde está a telepatia?


Graças ao Iluminismo, ao Humanismo Secular, estamos avançando... AGAINST ALL GODS! Então estudemos primeiro a História do Conhecimento, do endereçamento da verdade, contra o neurótico destino da crença na crença. Estudemos os desvios cognitivos, os transtornos neurais e cognitivos que turvam nosso convívio com a realidade. Depois de conhecer muito sobre o Universo pela Física e Química, a Vida pela Biologia, e o Homem pela Neurociência Cognitiva, poderemos ganhar o direito de especular seriamente sobre que estaria foram desses domínios inescapavelmente físicos... sobrenaturais ou metafísicos. Donde afirmo que INVENTAMOS A CIÊNCIA PARA TESTAR NOSSA LUCIDEZ... E assim foi, e assim é!


Em sentido Lato, o maior problema de Sherldrake reside em não saber como identificar os problemas; logo não saberá como e onde procurar suas respostas. Toda a metafísica, em minha visão, não passa de um bom lote de questões mal colocadas. Então passo a indicar os maiores erros de Sheldrake em sua especiosa e nada objetiva apresentação, usada apenas como palco para suas obscuras crendices:


Em 13 de janeiro de 2013, Sheldrake discursa em uma franquia do TED - o TEDx Whitechapel - de terno e pés descalços... um recurso estilístico, mas sintomático, já que um mago necessita desviar a atenção de seu truque. Rupert Sheldrake passa então, de entrada, a destilar inverdades demasiado infantis, ordinárias e ignóbeis, sugerindo que o conhecimento moderno está basado em dogmas - e nada mais... Ele se esquece aqui que está discursando com a idade que tem por força desses "dogmas", da Biologia, da Ciência Médica, da Física, Química etc... A Ciência transformou a vida... exatamente quando passou a adotar um método e ser regida por critérios - não dogmas.

Trata-se do que Popper bem definiu como O MÉTODO DEDUTIVO BASEADO EM PROVA, deitando por terra séculos de debate inócuo sobre "método dedutivo versis empírico"... e nem um nem outro, mas a convergência de ambos. Mas Rupert alega, e.g., de forma provocativa e pejorativa, que a "ciência" não submete suas teses ao escrutínio da comprovação honesta e isenta; e afirma isso enquanto engendra o truque de plantar o meme do "cientismo"... alardeando sobre o eventual abuso da atitude científica. Onde, considerando que SCIENTIA não é mais do que a tradução latina para CONHECIMENTO, corresponde a dizer que estamos preocupados em CONHECER DEMAIS... Rsrsrsrsrs... E daí? Essa atitude merece ser celebrada, e não desculpada.

O fanfarrão de pés descalços desfralda alguns dos supostos "dogmas" do conhecimento (ciência), e..g., como o blá blá blá da visão "limitada", mecanicista, e quase hidráulica da natureza... Uma vida sem "propósito" ou porquê... E poderíamos responder a isso com calhamaços de Feynman, mas enfim... E ele chega onde ele pretendia: a telepatia... Ele basicamente diz que este tal modelo "mecanicista" aprisiona o conhecimento e os fenômenos psíquicos, impedindo a busca efetiva do conhecimento. Será? O vieram para impedir o descalabro? E Rupert arremete assim somente preparar o terreno para o seu dogma - nada científico, não comprovado, e na verdade amplamente derrubado - da telepatia. E se um capítulo de X-Men começasse a ser encenado.

Os assessores científicos do TED não gostaram nada de toda essa irresponsabilidade, e questionaram o arrazoado de Sheldrake. E, como o evento não é um palanque político, apologético, ou comercial, passaram a indicar um a um os impropérios do mago. E se está pensando que estou sendo muito sarcástico, eu devo anuir e admitir que sim. Sheldrake trás o que há de pior: a pseudo ou falsa ciência. Isso sim muito nefasto, já que se vale das conquistas científicas para justificar o respeito por teses diametralmente opostas em critério. As "constantes físicas", por exemplo, são realmente imutáveis, como alega Sheldrake... Mas não porque arbitramos isso, senão a própria natureza... Nós só codificamos a natureza em números, em quantidades e métricas referenciais, além do uso de uma linguagem especial e objetiva chamada de Matemática.

Os consultores do TED declararam ainda em um comunicado que não existem quaisquer evidências para as afirmações bombásticas de Sheldrake, como a sua "teoria da ressonância mórfica" - rsrsrsrs... que afirma, por exemplo que a velocidade da luz vem mudando, rsrsrsrs... Ai ai... Posso enviar vários exemplos em nossa vida diária que deitam o delírio deste senhor por terra alguns parágrafos: GPS, o efeito fotoelétrico e o magnetismo, eclipses, a cor do ouro, a fase líquida do mercúrio, o fissão em uma usina nuclear, o funcionamento de um tubo de raios catódicos em um televisor etc etc etc... Mas este mago desbancou um sem número de ganhadores do Nobel, tirou a Relatividade Especial do panteão das maiores descobertas humanas, com um simples constructo sem qualquer comprovação... Milhares de homens abnegados se sentem mal quando um paspalhão como esse vem brincar de telepatia no terceiro milênio, sem oferecer nada mais do que uma crítica: isso é CIENTISMO...
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Carlos Leger Sherman Palmer
Carlos Leger Sherman Palmer .Estive dedicado à uma conversa de mais de cinco horas com um doutor em Mecânica Quântica, na última segunda-feira, e tenho absoluta consciência de minhas limitações na compreensão dos campos quânticos... Mas nenhum de nós está tentado a deixar o confinamento da compreensão quântica para fora dos parâmetros de Planck... É por saber que sei que ainda não sei tanto quando gostaria de saber sobre a última fronteira do escrutínio humano sobre tudo o quanto há...
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Carlos Leger Sherman Palmer
Carlos Leger Sherman Palmer Afirmar que a velocidade da luz vem mudando é um disparate total... primário... e demonstra que este locutor nada sabe sobre Física... Nada mesmo... Então os consultores do TED recomendaram- de forma muito mais discreta do que faço aqui - que a apresentação não fosse distribuída, já que está fora dos parâmetros e critérios científicos que regem o evento... O fato, e.g., dos Estados Unidos proporem um bloqueio a Cuba deu notoriedade à ilhota governada pelo fascismo das banana... Mas isso não implica que Cuba tenha algo a dizer sobre qualquer assunto diferente de bananas.. além de noções sobre autoritarismo... No caso de Sheldrake vale a mesma analogia: a fama deste mago foi catapultada além dos limites de seus devaneios, exatamente porque houve um contraponto sério, científico, para suas alegações vazias... Sheldrake é uma especie de Cuba, alegando que tem muito a dizer sobre a realidade, sistemas econômicos etc... enquanto, para isso, falsifica sovieticamente seus dados, e distorce os fatos...
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Carlos Leger Sherman Palmer
Carlos Leger Sherman Palmer Sheldrake me parece mais com um cara acometido com severos transtornos psicológicos, e um ego filho da puta, rsrsrsrsrs... Parece mais com isso do que com um picareta dentro do espectro dos psicopatas inescrupulosos - como Osho, Sai Baba, Kardec, Chico Xavier... Mas ainda assim causa um enorme dano à vida daqueles que tendem ao mesmo buraco... da crença na crença... A máxima de Tertuliano de Cartago: credo quia absurdum... E põe absurdum nisso, rsrsrsrsrs... E uma legião de pobres seguidores...
Sheldrake me parece mais com um cara acometido com severos transtornos psicológicos, e um ego filho da puta, rsrsrsrsrs... Parece mais com isso do que com um picareta dentro do espectro dos psicopatas inescrupulosos - como Osho, Sai Baba, Kardec, Chico Xavier... Mas ainda assim causa um enorme dano à vida daqueles que tendem ao mesmo buraco... da crença na crença... A máxima de Tertuliano de Cartago: credo quia absurdum... E põe absurdum nisso, rsrsrsrsrs... E uma legião de pobres seguidores...
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Carlos Leger Sherman Palmer

Os devaneios de Sheldrake, pergunto, merecem ser divulgados? Trata-se - como no slogan do evento - de "ideias que merecem divulgação" (Idea Worth Spreading) ou pura desinformação e confusão? Puro delírio e severo transtorno cognitivo? O caso Sheldrake merece ser estudado em outro fórum, e onde ele jamais seria convidado a palestrar, mas em um fórum de estudo de casos neurocientíficos... capítulo "Arquivo X": EU QUERO CRER... Mesmo AGAINST ALL ODDS - and gods...

Carlos Sherman

Biblia: Uma copia de outros mitos - Legendado

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

A QUESTÃO DA COMUNICAÇÃO




A QUESTÃO DA COMUNICAÇÃO
Ou Questão MACOB

A amiga e excelente profissional da área de comunicação, Sheila Magri, formulou o seguinte questão:

O que é mais difícil na comunicação interpessoal ?
1. Ser sincero, sem magoar
2. Escutar, sem julgar
3. Expressar posição contrária, sem agredir

Observei:


That is the question! Sem fugir à questão, considero que os três desafios são igualmente importantes - ou deletérios - em qualquer diálogo ou debate. E sobre qual seria o mais daninho dependerá muito da interlocução. As opções 1 e 3 são similares... Fico com a 2 + as ressalvas abaixo, rsrsrsrs...

Gostaria de agregar ainda, e sem a pretensão de desvendar toda a complexidade da comunicação (full-duplex), que o segredo pode estar engendrado no seguinte protocolo: 

(1) Escutar os fatos, tratando de filtrar as interpretações, e sem julgamento prévio; 

(2) Contribuir para melhor elaborar a questão; já que questões muito abrangentes ou mal formuladas não nos levam a lugar algum, abrindo espaço para a disputa eloquente; 

(3) Elaborar a reflexão em voz alta, abrindo as cartas sobre a mesa, uma a uma, sem estratagemas, mas totalmente empenhado no endereçamento da verdade - aproximando opiniões de fatos; 

(4) Estabelecer premissas e referências sólidas, usando de transparência e sinceridade, e avançando serenamente enquanto confirmamos coincidências - como estacas ou grampos de segurança em uma escalada; 

(5) Até que poderemos nos focar no cume, no pomo da discórdia, no "nó"; concentrando esforços e atenção, juntos, em desfazê-lo... 

(6) Isso sem jamais emitir críticas pessoais, afinal estamos tratando de proposições, não de um concurso de simpatia. 

Dessa forma, poderemos até mesmo concluir sem desatar o nó, mas saberemos exatamente onde ele está. O comprometimento de qualquer dos passos acima acirrará a disputa e converterá o diálogo em um campo de batalhas inócuo. 

Quando desestabilizamos proposições, demonstrando a fragilidade ou a força de um argumento, desvelando falácias retóricas, desvios cognitivos, intelectivos ou éticos, desnudamos também o argumentador... sem fazê-lo de forma frontal ou deselegante. 

Tudo isso pode parecer lógico e sedutor, mas é muito complicado seguir o rito... As pessoas operam regidas por sua fisiologia, sujeitas à neurotransmissores e receptores, e ao tênue e dinâmico equilíbrio bioquímico que caracteriza nossa natureza, comportamento e personalidade. 

Um simples café, ou uma cervejinha, podem ser suficientes para mudanças no ânimo. Uma noite mal dormida, e mesmo a presença de uma platéia ou audiência, assim como interesses escusos, sempre estarão à espreita.

Somos distintos, complexos, e podemos estar entrincheirados pelo medo ou ambição; de forma que, não raro, a tarefa de dialogar se tornará inviável. A lucidez não é a regra, somos animistas, sectários, maniqueístas, tendentes à conclusões causais, dicotômicas... 

Existe a mera questão do abismo intelectual, ou na capacidade de formular questões e interpretar réplicas... E neste terreno, se for necessário seguir, não poderemos nivelar a conversação por baixo, e as metáforas e analogias anedóticas jogarão um precioso papel. Por outro estará, inexoravelmente, a capacidade de decodificar metáforas... e avançamos sobre o terreno Neuropsicológico da empatia, ou do ToM - Teory of Mind... mas esse é um aprofundamento inadequado para o momento.

Gostaria de agregar ainda, que diálogos saudáveis devem versar sobre proposições positivas, já que não podemos contestar nem endossar - de fato - proposições negativas. Ou seja, não podemos discutir sobre o que "não existe", mas podemos conversar e propor argumentos que descrevam o que sim existe... Trata-se de um absurdo lógico provar a veracidade de uma negação. 

Com certo aprofundamento epistemológico, poderíamos propor ainda que mantenhamos impávido o conceito do onus probandi... formulando teses que possam ser comparadas com a realidade, e comprovadas por fatos. Precisamos alicerçar afirmações com dados, informações acreditadas, que conciliam fatos. O que pode ser afirmado sem provas, pode e deve ser rechaçado sem provas. Mas a ausência de provas não é prova da ausência... e muito menos da existência - ou pertinência argumentativa.

Nos comunicamos muito melhor do que no passado, mas ainda nos comunicamos mal - lato senso. Então, precisaremos primeiro bem escolher as lutas que queremos lutas, afinal a vida é feita de uma sucessão de prazos finitos... e o tempo "ruge" lá fora.

Sincera e atenciosamente.

Carlos Leger Sherman Palmer

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

ORQUESTRANDO A LIDERANÇA


Dedicado a Reginaldo Faria, grande "maestro"!!!


ORQUESTRANDO A LIDERANÇA

A primeira responsabilidade de um líder é bem definir a realidade. A última é dizer obrigado. Entre estes dois pontos, o líder deve servir. - Jacqueline du Pré
Na gestão, a primeira preocupação da empresa deve ser a felicidade das pessoas que estão ligadas a ela. Se as pessoas não se sentem felizes e não podem ser felizes, essa empresa não merece existir. – Kaoru Ishikawa

Faltam quinze minutos para o início do concerto. Dediquei algum tempo para encontrar o melhor local, e de olho no piano solo. Mas agora estou absorto, e namorando cada detalhe da arquitetura desse majestoso lugar. O teatro Dom Predro II em Ribeirão Preto tem um estilo arquitetônico próprio, adequado a espetáculos de ópera foi fundado na tradição das salas italianas. Em mais de cinquenta anos de história superou a decadência, foi parcialmente destruído por um incêndio, e ficou eternizado como a “Caverna do Diabo” - quando o seu subsolo recebeu bailes carnavalescos. Quase posso ouvir os sons do passado...

A orquestra já está no palco, e sou despertado de minha viagem no tempo pelo ruído e caótico do espetáculo dos músicos afinando os seus instrumentos... Scheherazade de Korsakov e sua leituras das Mil e Uma Noites está prestes a desabrochar. 20:00 e nem mais um minuto, e o maestro entra em cena. Todos os músicos se levantam em reverência, e ele se dirige ao primeiro violino para uma saudação especial. Agora é hora de receber o pianista com nova reverência. O protocolo de cordialidade e respeito está cumprido, e concerto pode começar. Mas o maestro se dirige ao público, visivelmente emocionado, e captura gentil e alegremente a atenção de todos ao passear pela sinopse da obra que será executada.

De súbito, uma linguagem que ainda não era capaz de entender, transforma o antes caótico cenário, agora em relutante silêncio, em harmonia e música... Gestos ininteligíveis para minha parca compreensão da música clássica parecem fazer todo o sentido para esta maravilhosa orquestra. E logo fica muito claro que todos aqueles espetaculares e virtuosos músicos estão sendo liderados para conjurar um espetáculo magnífico, e muito maior do que suas possibilidades individuais.

Mas suspeito que o segredo de toda esta orquestração não resida simplesmente no aprendizado da linguagem corporal do maestro, mas em um protocolo muito mais sútil, embora poderoso e eficaz, e que pretendo investigar. Também noto que os músicos focam mais em suas partituras do que no maestro... Seria o maestro de alguma forma dispensável? Qual o seu papel? Maravilhosos e bem treinados músicos, suas partituras, pentagramas, notas, divisões rítmicas... não está tudo ali naqueles documentos?

Neste concerto em particular não pude deixar de notar a alegria do maestro e o seu papel como mestre de cerimônias, conectando a sinfonia e os músicos à audiência. Senti certa perplexidade e sabia que estava diante de um momento especial; e a minha cabeça fervilhava de ideias e pensamentos, enquanto passeávamos de forma allegro non troppo pela primeira parte: O mar e o navio de Simbad. E percebi que estava bem diante de um exemplo sólido e elegante de LIDERANÇA. E percebi a importância de que este líder estivesse feliz, satisfeito com o seu trabalho... e percebi também que isso transcendia ao amor pela música. Ele estava feliz por partilhar outras estórias, as estórias de cada músico, do compositor, da obra, da audiência, de Steinway, Stradivarius, e mesmo daqueles que construíram, restauraram e conservaram esse teatro. Todas estas estórias estão sendo contadas em um concerto ao vivo, e eu percebia isso pela primeira vez.

Reconheço certo viés extático, afinal estava envolto por esta inebriante névoa clássica, épica, lírica. Mas tudo fazia enorme sentido, e ainda faz, enquanto relembro esta experiência, para conectar esta estória agora escrita com a estória de cada um que a estará lendo e encenando em seu teatro privado – a mente. Mas não basta o lirismo, e aprofundo minha observação... Quero produzir alguma noção prática, tangível, funcional, dessa experiência. Tudo isso fluía durante a segunda parte, apinhada de solos e variações dinâmicas, ora lento, depois andantino, allegro molto, e finalmente con moto...  para contar A história do Príncipe Kalender.

Passei a estudar o papel do maestro. E, analisando muitos vídeos, pude perceber que a minha analogia inicial, comparando um regente a um gestor, poderia estar equivocada; já que haviam diferentes tipos de maestros, diferentes estilos, indo da graça e elegância ao controle agressivo por meio de um gestual intimidante. E todos, em certa medida, pareciam funcionar perfeitamente. A minha esperança na analogia entre a regência e a gerência de um negócio parecia naufragar. Mas prossegui... até cruzar com a abordagem do maestro Itay Talgam, dedicada ao mesmo tema.

Talgam relatou o caso do grande maestro Ricardo Mutti, um dos estilos mais agressivos que já conheci, rsrsrsrs... Mutti costumava dizer que ele era o “responsável” por sua orquestra e pela obra; e entrevejo a palavra “chefe”. “Sou o responsável perante ele” – dizia olhando para o céu... E Mutti não se referia a nenhuma divindade, mas a Mozart:
Se eu sou o responsável por Mozart, esta será a única estória que será contada; como eu, Ricardo Mutti, o compreende.
E lá estava: eureca! Assim como na vida empresarial a liderança ou chefia de uma orquestra será exercida por homens... humanos, tropo umanos! E um traço em particular demarcava muito bem a fronteira entre um líder e um chefe: o personalismo

E a resposta a este personalismo seria igualmente agressiva; já que os 700 músicos do La Scala de Milão escreveram um manifesto dizendo a Mutti que:
Você é um ótimo maestro, mas não queremos trabalhar com você, por favor demita-se.
E agregaram ainda que eram músicos, humanos, e não meros instrumentos; e que não havia espaço expressar virtude, talentos e características individuais com alegria diante de tal controle estrito. Mas existem outras formas de exercer certo controle sem escorregar para a tirania. Richard Strauss, por exemplo, em seus Dez Mandamentos do Maestro escreveu:
Se está suando muito ao final do concerto, significa que não fez um bom trabalho [...] não olhe para os trombones, porque isso encoraja eles [...].
Particularmente considero o estilo de Strauss um tanto quanto apático, e ele deixa rolar... e isso até certo ponto também funcionou. Por outro lado Strauss escreveu sua própria música, e ainda assim regia olhando suas partituras, solicitando aos músicos que simplesmente seguissem as regras... sem interpretações. Sendo este outro tipo de autoridade. Afinal, como reger a terceira parte da obra de Korsakov sem suar a camisa? O Jovem Príncipe e a Jovem Princesa em andantino quasi allegretto, depois pochissimo più mosso, come prima e pochissimo più animato... Como estar piú animato em um fraque sem suar?

O grande maestro Karajan tinha um estilo mais fluido, nebuloso, intimista, misterioso, quase enigmático; o que permitia espaço para a má interpretação de seus gestos. Quando perguntado sobre os riscos de provocar confusão entre os músicos, mesmo na filarmônica de Berlin, ele explicou que o primeiro músico está atento aos seus gestos, enquanto os demais seguem a este músico, de forma que uns seguirão aos outros. Karajan acreditava que isso induzia algum tipo de interação de grupo; de forma que gostava de acentuar que os seus comandos nunca eram muito claros.

Tenho as minhas ressalvas sobre este modelo, já que Karajan regia com os olhos fechados, e seus músicos pareciam estressados tentando interpretar o que fazer. Em um episódio em Londres o flautista perguntou: “Maestro, quando devo começar?”; ao que Karajan respondeu: “Quando não estiver mais aguentando.”. De todas as formas este estilo também guardava muito personalismo, já que todos estavam tentando descobrir o que Karajan desejava. Era a música dele, o estilo dele, e de olhos bem fechados para outras necessidades. Este também era um controle rígido, embora exercido pela evocação de abstrações, e disfarçando mais uma vez a figura de um chefe... um chefe bem misterioso neste caso.

O caso que muito me impressionou, no entanto, foi o estilo de Carlos Kleiber. Ele regia com alegria, conectado aos músicos e à audiência, fiel à obra, mas solto e quase íntimo... como o maestro de Ribeirão Preto. Kleiber consolidava as minhas suspeitas sobre a possibilidade de liderar em lugar de chefiar uma orquestra. Assim como acredito ser possível liderar uma companhia ao invés de chefiá-la, abarcando as diferentes personalidades humanas, aplicando este mesmo conceito a diferentes negócios, produtos e serviços, fruto de diferentes histórias, e que participarão das estórias e histórias de outras pessoas e empresas.

Kleiber viaja na obra, mas abrindo espaço para a expressão da virtuose individual em meio a uma condução segura, embora saltitante... Como na Festa em Bagdá e no Naufrágio do Barco nas Rochas, fechando a quarta parte da obra de Korsakov em allegro molto, vivo e allegro non troppo maestoso. Assim como fizera o maestro Cláudio Cruz, regente apaixonado da Orquestra Jovem do Estado, ao abrilhantar o espetáculo no Teatro Dom Pedro II.

Afinal, e quando aprimoramos ou reinterpretamos uma obra, também estamos construindo uma nova estória dentra da história. Não proponho aqui que divaguemos sobre a obra, e em absoluto, mas sim que alimentemos a liberdade criativa humana, e que contemos a mesma estória em outro tempo, e um outro capítulo histórico. Mas como isso acontece? Como este mágico momento acontece?
É como estar em uma montanha-russa [...] Mas as forças desse processo por si só mantém você no caminho. – Itay Talgam
Isso enquanto cada um se expressa de maneira individual, em um processo relativamente controlado...  A confiança, o respeito, a liderança segura e justa, transforma toda a orquestra em uma fraternal parceria – como em um barco a remo. Podem haver disputas internas, diferentes temperamentos e níveis de ambição, mas o processo não pode acomodar e incentivar ambições desmedidas, ou todos naufragam.

Todos precisam conhecer seus papéis, e estar em boa forma para exercê-los, além da alegria; mas a liderança os transformará em um organismo orquestrado... Os procedimentos estão lá, as partituras; o plano está traçado, assim como os diferentes protocolos a serem seguidos. Existe uma métrica subjacente, uma divisão rítmica, o tempo está contado. Mas subsiste a alegria da expressão e do orgulho pessoal como colaborador, como parte do grupo, atentos ao líder que por sua vez vibra com a performance de cada um, e de todos.

Uma apresentação de Kleiber em especial é fantástica, e quando um trompetista comete não um, mas três erros consecutivos; o maestro sutilmente indica a falha uma, duas, três vezes, e demonstra a sua autoridade sem perturbar o andamento de toda a orquestra. Kleiber é sutil na puxada de orelha, e demostra toda a sua maestria como líder. Um dos maiores desastres em uma empresa ou organização é viver em um ambiente de intriga e fofoca; mas o problema será infinitamente maior quando os próprios líderes alimentarem intrigas e fofocas.

Empresas modernas têm estudado ambientes e sistemáticas que não valorizem o péssimo hábito de falar pelas costas. A transparência e a ética serão bens muito valiosos nas próximas décadas. Um líder deve dar o exemplo; afinal, de alguma forma ele deve replicar o DNA da empresa em sua conduta. Estamos enveredando por um caminho onde o compliance deixará de estar só no papel. Na dúvida, faça o que é correto.

Em diversos momentos é possível notar na regência de Kleiber quando ele abaixa corpo, como se rendesse honras ao solista, e parece mesmo baixar os braços para apreciar o solo... É magistral, é excepcional. Ele rege com os olhos – bem abertos -, com a boca, com todo o corpo, e de repente, suspende tudo e se curva para apreciar os seus músicos... seus parceiros. Ele está lá, está entregue ao que faz, mas não está mandando... está conduzindo e apreciando o trabalho de seus colaboradores. Kleiber circunscreve o processo dentro de um objetivo, e passa então a servir sua orquestra, para finalmente agradecer pelo belíssimo trabalho... ou pelo incansável empenho. 

Não seria possível adentrar este mundo tão sutil, e esta linguagem tão maravilhosa, sem a ajuda de Talgam e a inspiração de Cláudio Cruz. E gostaria de tocar em um último ponto: a liderança não é um jogo de soma zero! O êxito de um líder não pode implicar em perdas e descaracterização de seus liderados. Eles estão no mesmo barco. O progresso não é um jogo de soma zero... E por esta razão estamos vivendo três vezes mais, morrendo quarenta vezes menos ao nascer, e somos cem vezes menos violentos do que no passado. O progresso, em termos objetivos, mais parece uma curva ascendente em forma de serra. As subidas e descidas produzem desvios cognitivos. E apesar dos psicopatas à solta nas altas esferas corporativas e políticas, a compaixão tem ganho a batalha.

E, ao entender tudo isso, será possível extrair boa música de sua empresa... e praticar a verdadeira liderança. Mutti tinha sempre a mesma expressão no rosto; Kleiber interpreta suas obras com tudo o que existe nele. Esta é a suma experiência da entrega. Um líder deve entregar-se... em sacrifício. E você poderá sentir e ver a música em seu rosto.

Leonard Bernstein tem uma variação do estilo de Kleiber, com maior desenvoltura nas obras que retratam o sofrimento – talvez por ser judeu. Em determinado momento, em meio à regência, Bernstein costumava colocar a batuta debaixo do braço, como se dissesse ao solista: agora você está comando, companheiro! Um líder não rouba a cena, ele promove seus colaboradores, ele faz música com eles.

E finalmente, um líder se torna um exímio contador de estórias... Bernstein simboliza este gesto em uma regência única de sua orquestra de câmara. Ele coloca a batuta debaixo no braço e passa a admirar todo o concerto, apenas fazendo movimentos com a face, com os olhos, boca, sem perder o controle... É sensacional! Bravo, bravíssimo!!!


Carlos Sherman

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

A Estatística do Amor

Lealdade

Desejo e Relacionamento

AMOR ROMÂNTICO, RELAÇÕES, SEXO... E AMAR!



AMOR ROMÂNTICO, RELAÇÕES, SEXO... E AMAR!
Dedicado a Claudia Goulart de Andrade

[Sobre um vídeo de Pedro Calabrez sobre o Amor e Paixão]
Obrigado, querida, já conhecia, e gostei muito. Tenho algumas ressalvas e complementos a fazer:

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No amor após a paixão a relação precisa funcionar. E caracterizar a paixão no vídeo como "demência" não é uma resposta científica, mas sim um apelo midiático. Existe certo exagero aí... É mais como uma sensação inebriante, deliciosa, e até viciante... e estudos mostram que em casos muito raros pode durar por toda a vida, embora normalmente despenque em menos de 12 meses... ou na hora que assinamos os papéis e passamos a dividir tudo.

O circuito do amor começa em uma região muito antiga, a área tegmental ventral, que se conecta no sistema límbico à amídala, liberando cortisol e produzindo estresse: o medo da perda, o ciúme. Também se conecta com núcleo accumbens liberando dopamina, e produzindo uma maravilhosa sensação de recompensa. Mas as pessoas produzem mais uma coisa que a outra, e em diferentes gradações, e isso depende intrínseca e inescapavelmente de nossa natureza neuropsicológica. Finalmente o córtex pré-frontal media tudo isso, com papel predominante da região ventral medial, responsável direta por nossa tendência à socialização.

Existe ainda o problema da inibição da serotonina, responsável pelo prazer "suficiente e necessário", alegria, e satisfação... E é aí que entra o importante papel do sexo, de "fazer amor", exatamente para lavar e enxaguar os nossos cérebros com serotonina, além de mais dopamina e endorfina - até 400 vezes mais poderosa que a morfina... Assim, o sexo cumpre uma função essencial na satisfação, no relacionamento, e na vida. Sexo é saúde!!! E a liberação sexual coincidiu com o processo pacificador que estamos vivendo.

Como o tempo, em uma boa relação - muito raro, já que não evoluímos para relações monogâmicas - o estresse e o medo decaem, a confiança e a cumplicidade aumentam, enquanto o sexo ajuda muito nessa transição. Essa é a trama da vida e do amor... Viva o CIRCUITO DO AMOR! VIDA A SEROTONINA, rsrsrsrssrsr...

Lembrando ainda que o amor romântico é recente; e começa a ser cantado em verso e proza por trovadores venezianos no século XII... E pensar que Platão desprezou a poesia em sua República vegetariana... E o cavaleiro medieval transcende então à condição de cavalheiro. O culto às tradições do passado é mantido, assim como o enaltecimento de atos heroicos, mas dessa vez o objetivo é a adoração a/de uma só mulher... Isso subverte, em certa medida, os impulsos biológicos ditos masculinos em relação à quantidade de conquistas, em favor da qualidade da conquista e da fidelidade. Este é um importante passo cultural alicerçado em possibilidades humanas inatas como o altruísmo. O quarto elemento presente neste passo histórico é o sofrimento. Mais tarde, no final do século XVI, Shakespeare materializaria este amor romântico em Romeu e Julieta. Um romance de apenas três dias com cinco mortos, rsrsrsrsrsrs... mas eternizado em nossa cultura... O AMOR ESTÁ NO AR! E lembrando que o Taj Mahal - que tive oportunidade de visitar - é uma construção mongol e muçulmana no século XVII;erigido em nome de uma entre centenas de concubinas - o que não guarda assim tanto "romantismo"...

Para essa tradição do amor romântico convergem cinco vetores contingentes muito fortes: (1) A cadeia de eventos que remonta o direito de propriedade, herança, e finalmente família - já que o matrimônio reza sobre bens e nada mais; (2) O enaltecimento prazer, com resultado o advento da pílula e outros métodos contraceptivos, subvertendo o papel procriativo e biológico em um tremendo parque de diversões; (3) A independência e direitos da mulher; (4) Questões de saúde pública; (5) A certeza da vida finita - mesmo quando não é confessa...

Queremos ser felizes aqui e agora... e com muito prazer... Hedonistas com pouco tempo a perder! Temos no máximo dois, um, ou nenhum filho. Não estamos dispostos à promiscuidade, e a independência da mulher nos círculos mais esclarecidos é um fato. A propriedade se torna secundária, quando colocada em perspectiva de realização pessoal e humana. E o que decorre de tudo isso é uma interessante quebra de paradigmas, convertendo a monogamia "por toda a vida" em relações monogâmicas eternas enquanto durem... Várias relações monogâmicas ou de fidelidade, e melhor dizendo de lealdade - que abrange e amplia o conceito da fidelidade...

Finalmente, tudo isso versa sobre o "amor romântico". Outras relações serão possíveis, e o amor romântico definitivamente não é a regra; já que a maior parte dos matrimônios no mundo ainda são arranjado ou negociados. Mas AMAR, verbo intransitivo, apesar da relação semântica, é outra coisa bem diferente, rsrsrsrsrs... AMAR é uma capacidade neuroquímica, ligada entre outras coisa ao conluio entre neuroreceptores e transmissores para a oxitocina e vasopressina. Estes hormônios estão em profusão no cérebro das mulheres durante a gestação e após o parto - mais em uma do que outras... Amar é um conceito mais amplo, que desencadeia ações fortemente altruístas, em contraponto ao egoísmo e individualismo. E ao contrário do que o senso comum pensa, estamos amando mais... Estamos selecionando o amor! Por isso estamos melhorando, aumentando a solidariedade, morrendo 40 vezes menos ao nascer, diminuindo a violência em mais de 100 vezes, e triplicando a expectativa de vida enquanto controlamos as taxas de natalidade.

Estou condenado à sensibilidade, de forma ainda foco no amor romântico eterno... e sempre pulo sem paraquedas, e até o fim... Rsrsrsrs... Uma resultante inequívoca de minha natureza neurofisiológica - e que bom!!! Então, e para aqueles capazes de amar... apreciem o voo, e curtam a vertigem!!!


Carlos Sherman