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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Felicidade




Felicidade
Drauzio Varella
Baseado em um artigo publicado no The Economist.

Anos atrás, no pequeno reinado asiático do Butão, foi criado o Índice Nacional de Felicidade, com o objetivo de medir o grau de satisfação do povo, como complemento dos indicadores econômicos clássicos: PNB, renda per capita, consumo de energia, etc.

Recentemente, governantes europeus se interessaram por esse índice. Pesquisas realizadas em 72 países pelo Eurobarometer, pela America’s General Social Survey, pelo Instituto Gallup e por diversas Universidades forneceram dados curiosos.

Por exemplo, entre os cidadãos com 62 anos, os ucranianos são os mais infelizes do mundo. Entre os de 35 anos, a infelicidade máxima é a dos suíços, apesar da riqueza.

Em todos os países, os índices de bem estar emocional começam a cair a partir dos 18 a 21 anos. A queda se acentua depois dos 30, para chegar ao nível mais baixo ao redor dos 46 anos, em média. A partir dessa idade, a curva se torna ascendente, e não para mais de
subir.

Na faixa dos 65 aos 70 anos, os índices já voltaram aos valores dos 18 anos, para ultrapassá-los com folga no período que vai até os 85 anos.

O bem estar emocional, que despenca até os 46 anos e atinge níveis máximos à medida que mulheres e homens envelhecem, constitui fenômeno universal. Vale para os Estados Unidos e para o Zimbábue.

Os resultados continuam estatisticamente significantes depois de corrigidos de acordo com os níveis de renda, de emprego e do número de filhos, sugerindo que não ocorrem como consequência de fatores externos, mas de mudanças individuais associadas ao processo de envelhecimento.

Os mais velhos são mais hábeis para resolver conflitos, aceitam com mais naturalidade as frustrações e lidam melhor com as emoções negativas. A consciência de que a vida se aproxima do fim estabelece prioridades, não há mais tempo para desperdiçar energia com o supérfluo, é preciso concentrar as ações na busca do que é essencial à felicidade.

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