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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Fervor...




O grau de obsessão em cada um de nós é uma tendência de 'impulsão' genética... A intensidade do ‘fervor’ e do engajamento, portanto, é normalmente regida por hormônios; enquanto o ‘objeto’ de adoração – religião, time de futebol, partido político, etc – dependerá das influências do meio, local, cultura, tempo...

Existem também genes envolvidos em nossa tendência aos vícios - jogos, drogas, religião -, e outra vez esta impulsão poderá ser confirmada ou não pelo aprendizado, e pelas circunstâncias de nossa vida...

Considero com preocupação que o fervor religioso pode decorrer tanto de tendências obsessivas como de tendências ao vício, ou da soma - ou multiplicação - destas tendências... E se não houver educação e instrução, continuaremos estimulando tais práticas infundadas, em detrimento de ações concretas de bem estar social, nos países menos instruídos e mais pobres... Não podermos simplesmente, apenas pela educação, cancelar ou alterar tendências genéticas, mas poderemos direcionar tais tendências para condutas mais produtivas socialmente... 


Lançando uma luz sobre o tema, e indo ao extremo de nossos distúrbios psicóticos - a esquizofrenia -, lembro sempre que que John Nash convergiu a sua 'dificuldade' para a ciência, e ganhou o Prêmio Nobel... Welington Menezes e  Anders Behring Breivik foram doutrinados pela religião, e julgaram possuir licença para matar... Tornaram-se assassinos, inspirados pela matança e intolerância bíblica...


Devemos aceitar e conviver com a nossa natureza, e estimular práticas solidárias e de convívio humanitário, e nossa genética será bem canalizada, embora preserve - sempre - sua inexorável tendência...


Carlos Sherman

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