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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A Verdadeira Estória [ou História] do Natal !!!





O Natal é um bom momento para profundas reflexões...

Santa Claus, Father Christmas, Sinterklaas, Papai Noel, Papá Noel, Baboo Natale, Pere Noel… Muitos são os nomes que recebe este personagem bonachão, terno e protetor, que a cada noite de natal, percorre o planeta distribuindo presentes para as criancinhas...

Mas o único e verdadeiro Papai Noel de carne e osso de que se tem notícia, viveu no século IV da era cristã no vale de Lycia, na Asia Menor... Chamava-se Nicolás e foi uma das figuras mais veneradas pelos cristãos do Oriente e Ocidente durante toda Idade Média...

Nicolás de Bari nasceu em uma família abastada de comerciantes, e logo que os seus pais morreram por causa da peste negra, comovido pela tragédia, distribuiu a sua herança para o povo assustado que havia sobrevivido a toda esta catástrofe... Depois seguiu para Myra (Turquía), para procurar o seu tio que era o bispo do povoado...


A Lenda...

Aí saímos do campo da história e passeamos pelo mundo das lendas, segundo a qual, em função da morte do seu tio, os sacerdotes da zona, não encontrando um acordo sobre quem seria o seu sucessor, decidiram eleger o primeiro cristão que pusesse os pés na igreja... E assim, Nicolás se convirteu no bispo de Myra...

De volta à história, sabemos que sua figura cresceu a tal ponto, que ele foi convertido em santo, e patrono da Grécia e Rússia, e por toda a Europa, se ergueram templos em seu nome... Inclusive, em 1807, navegantes italianos  sequestraram os seus restos mortais, que estavam guardados pelos muçulmanos e levaram de volta a Bari, onde permanecem até hoje...

A tradição de São Nicolau, levando presentes na noite de natal se expandiu por toda a Europa durante o século XII, misturando-se a outras celebrações... Quinhentos anos mais tarde, os holandeses levaram esta tradição aos Estados Unidos... Na Espanha, por outro lado, são os Reis Magos os encarregados de trazer os presentes, e este costume se difundiu por toda a América Latina...

A Coca-Cola...

Papai Noel distribuía os seus presentes à cavalo, até o famoso escritor  de contos Clement Moore  imaginar São Nicolau em um trenó puxado por oito renas... Ele só foi desenhado pela primeira vez em 1931, para uma campanha da Coca-Cola para o natal... Foi aí que ele adquiriu a sua roupa vermelha e branca, sua longa barba branca e sua pança avantajada... Recebeu bochechas rosadas, um sorriso eterno e olhar de suma bondade...

Essa é a imagem que Papai Noel tem hoje em todo o mundo...



Porque 24 de Dezembro?

É muito difícil precisar quando começou a celebração do Natal no formato que vemos hoje em dia... Numerosas estórias, lendas e mitos foram sendo somados ao longo dos séculos, provenientes de diferentes países e diferentes culturas...

O que todos sabemos é que a cada 24 de dezembro se espera a chegada da meia noite para comemorarmos o nascimento de ‘Jesus Cristo’, que teria sido anunciado - e depois refutado - por profecias judaicas, e venerado pelos cristãos como filho direto de seu ‘Deus’...

A data na realidade surgiu por decreto, e pela autoridade exercida pelo Papa Júlio I, em 350 – tempos cristãos -, que estabeleceu ainda, e com muito mais relevância histórica, que o ‘nascimento do Salvador Jesus Cristo’ deveria substituir a veneração e adoração ao – superado - ‘Deus Sol’... O nascimento de Cristo passou então, a ser comemorado no Solstício do Inverno em substituição às festividades do 'Dia do Nascimento do Sol Inconquistável'...

Numerosas divindades - anteriores a Cristo - também ‘nasceram’ no mesmo ‘marco’, como Hórus, Mitra, Attis, Khrishna, Dionysio, entre tantas outras; terminando por influenciar o arbítrio papal desta ‘data’ como sendo - também - o marco para o nascimento da nova divindade: 'Jesus Cristo, O Salvador'...

A celebração do Natal Cristão, na passagem de 24 para 25 de dezembro, surgiu em paralelo – por exemplo - com as respectivas solenidades para Deus Mitra, cujo nascimento também era comemorado no Solstício de Inverno no Hemisfério Norte - e de Verão no Hemisfério Sul... No calendário romano o solstício acontecia erroneamente no dia 25, em vez de 21 ou 22... Os romanos comemoravam na madrugada de 24 de dezembro o "Nascimento do Invicto", como alusão do alvorecer de um novo Sol, e o nascimento do Menino Mitra... Já foram encontradas figuras do pequeno Mitra em Treveris, e a semelhança com as representações cristãs do Menino Jesus são incontestáveis...

Com o cristianismo oficializado no Império Romano, através do Edito de Milão, expedido por Constantino, os cristãos rapidamente tomaram os postos dos sacerdotes pagãos na sociedade, inclusive mantendo as festas, rituais, vestimentas e indumentárias pagãs... Em Roma o papa cristão passou a ser o Sumo Pontífice, substituindo de maneira pomposa o anterior chefe religioso pagão... Constantino também estava ligado a ele, e esse legado traria a unificação das religiões no império - até porque o culto a Mitra trazia semelhanças com o cristianismo...



O nome "Vaticano" é anterior ao Cristianismo e vem do latim Mons Vaticanus, ou seja, o Monte Vaticano... A raiz da palavra "Vaticano" é derivada do latim "vates", que significa "vidente, adivinho", que por sua vez é uma palavra emprestada do etrusco... Os Etruscos habitaram a Península Itálica, antes dos Romanos, e na verdade deram origem ao povo Romano... A Colina do Vaticano foi a casa dos vates – ou videntes - muito antes da Roma pré-cristã... Vaticanus, também conhecido como Vagitanus, era um deus etrusco, que "abria a boca do recém nascido para que ele pudesse dar o primeiro grito, o primeiro choro", e seu templo foi construído no antigo local de Vaticanum... Era também o nome de uma das sete colinas de Roma onde se erguia o Circo de Nero... Lá, segundo a mitologia cristã, São Pedro teria sido martirizado, crucificado – de cabeça para baixo - e sepultado, por proclamar a sua devoção a Jesus Cristo...


Sunday

A conceituação de Deus como um Sol – o Deus Sol -, não ocorreu somente por causa da facilidade com que esta alegoria se aplica a Deus... Mas ainda e, sobretudo, porque os cristãos receberam esta herança de cultos anteriores e vigentes no seu entorno, e o mantiveram por interesses políticos na tentativa de solidificar um estado forte...

Em 274 d.C o Imperador Aureliano proclamou a passagem do dia 24 para o dia 25 de Dezembro, como "Dies Natalis Invicti Solis" (O Dia do Nascimento do Sol Inconquistável)... O Sol passou a ser venerado... Buscava-se o seu calor que ficava no espaço muito acima do frio do inverno na Terra... O início do inverno passou a ser festejado como o dia do Deus Sol... Ou seja, o dia 25 de dezembro foi proclamado, portanto, depois do nascimento de Jesus... Então os demais deuses, na realidade, ‘nasceram’ - também - no solstício de inverno e não no dia 25, sendo esta vinculação posterior ao ‘nascimento’ de Cristo, assim como Hórus, Mitra, Attis, Khrishna, Dionysio, Cristo, e tantos outros...

Como podemos notar, a data de nascimento de Jesus é uma data meramente comemorativa, que foi oficializada quase 400 anos depois de seu – suposto - nascimento... Isso ocorreu porque a bíblia não nos dá a informação exata sobre a data do seu nascimento - e na verdade a exatidão não é o forte da Bíblia...

Vale lembrar ainda, que nos tempos bíblicos, não existia um sistema de calendário fixo para os diversos países ou povos... Cada povo tinha o seu calendário... Os calendários sempre eram confusos e muito diferentes uns dos outros... Muitas vezes, na sucessão monárquica, e por ordem do novo rei, o calendário era modificado de acordo com o seu gosto, capricho, e gozando de plena liberdade... Um exemplo disso é na própria bíblia... Não encontramos, por exemplo, nenhum texto onde as pessoas comemorem aniversários – os Testemunhas de Jeová que o digam... Ou seja, as pessoas não sabiam ao certo em que data haviam nasceram, devido a tantas mudanças e imprecisões – e não porque fosse pecado celebrar um mísero aniversário...


O Tempo

O calendário que adotamos hoje é uma forma recente de contar o tempo... Foi o Papa Gregório XIII que decretou o seu uso através da Bula Papal "Inter Gravissimus" assinada em 24 de fevereiro de 1582... A proposta foi formulada por Aloysius Lilius, um físico napolitano, e aprovada no Concílio de Trento (1545/1563)... Nesta ocasião foi corrigido um erro na contagem do tempo, desaparecendo 11 dias do calendário... A decisão fez com que ao dia 4 de outubro de 1582 sucedesse imediatamente o dia 15 de outubro do mesmo ano... Os últimos a adotarem este calendário que usamos foram os russos em 1918...

O calendário Judaico é composto da seguinte forma: Os anos têm 353 dias quando são "defeituosos", 354 os "regulares", e 383 dias os "perfeitos" ou "abundantes"... O Rosh Hashana (Ano Novo - 7 de outubro do nosso) dá in¡cio ao período de dez dias de penitência, que vai até o Yom Kipur, Dia do Perdão... O calendário israelita é lunissolar, com anos solares e meses lunares... Para se ajustar os meses ao ano solar, intercala-se um mês nos anos 3, 6, 8, 11, 14, 17 e 19 de um ciclo de 19 anos... Os meses são fixados alternadamente com 29 e 30 dias... Sempre em ordem, e essa ordem não falhava, justamente por considerar apenas os movimentos observados da Lua e Sol... O calendário Judeu nunca sofreu modificações por parte de reis e governadores, sendo o mesmo até hoje, e poderia ser uma respeitável fonte histórica, mas como os judeus não ‘deram muita bola’ para o mito de Jesus, sua data não foi registrada...


O Presépio

Embora a data não possa ser determinada com exatidão, o certo é que Jesus bíblico, nasceu durante o reinado de Herodes, rei da Judéia... E ainda, segundo relata a Bíblia e a crença cristã, Maria (que estava grávida) e José, seu companheiro, estavam a caminho de Belém para fazer a inscrição em um censo ordenado pelo imperador... Ainda segundo a lenda, quando já estavam em Belém, chegou o momento de dar a luz... Mas como não encontraram pousada em nenhuma estalagem, em função do grande número de pessoas nesta localidade, decidiram buscar abrigo em um estábulo, e assim nasceu o menino Jesus...

Esta cena foi recriada muitas vezes, mas foi montada e encenada pela primeira vez em 1223 por São Francisco de Assis na Itália, e a recriação ocorreu em um verdadeiro estábulo com a participação de camponeses da região...

Desde então, o nascimento de Cristo foi reproduzido das mais diversas formas possíveis, não somente com personagens, mas também com imagens e figuras em todo tipo de material, expandindo o costume de montar o Presépio para a celebração do Natal, principalmente em países com forte de tradição Cristã...

Este costume chegou até a América pelas mãos dos portugueses e espanhóis, nos tempos da grande cruzada de evangelização... E apesar de mais tarde, terem sido agregados os símbolos de Papai Noel e da Árvore de Natal, o Presépio e a celebração do nascimento de Jesus permanecem como figura central em muitas casas por todo o mundo... 
 


A Árvore de Natal

Todo dia 8 de dezembro, milhares de famílias brasileiras se dedicam a montar a Árvore de Natal... Este costume, que leva pouco mais de 200 anos em nosso país, na realidade vem de muito longe...

Foram os romanos, os primeiros a decorarem suas árvores para cada uma de suas celebrações... Mais tarde este hábito se espalhou até alcançar o norte da Europa. Por isso, as árvores que se são montadas e decoradas, são pinheiros típicos desta região... E são cobertos com grinaldas prateadas simulando a neve, também característica desta região, onde evidentemente era inverno...

Também existe uma lenda, que conta que na antiga Germânia do século VII, um monge missionário inglês, talhou na noite de natal, um tronco que era usado nas festas pagãs para oferecer sacrifícios humanos... E neste lugar cresceu um tipo de árvore que depois foi convertida em um símbolo do cristianismo...

Outra lenda européia conta que durante uma fria noite de inverno, um menino procurou refúgio na casa de um lenhador e sua esposa, que o receberam e deram de comer... Durante a noite, o menino se converteu em um anjo vestido de ouro: era o menino Jesus – imaginem vocês... Para recompensar a bondade dos anciãos, ele tomou um ramo de pinho e lhes disse para semear, prometendo-lhes que a cada ano daria frutos... E assim foi: aquela árvore deu maçãs de ouro e nozes de prata...

As primeiras árvores montadas no Brasil datam de 1800, e foram armadas e decoradas por imigrantes europeus... O costume de montar presépios veio de Portugal...




Reflexões...

O Natal é, pois, uma festa para onde convergem diferentes e variadas culturas, e a despeito de suas origens históricas, lendas e tradições, nos conduzem a uma experiência única: a sensação de unidade global...

Estamos todos unidos no mesmo 'rito' de reunir a família e os amigos, para DAR... Dar presentes simbolizando afeto, dar aquele sorriso largo e o abraço amigo... Beijos apaixonados, o som das taças em celebração, as vozes do presente e do passado... A experiência sublime, vivida por outros costumes, de outros povos, de outras eras, humanos como nós...


UMANOS, TROPPO UMANOS...






Este é o meu sentido do natal, e qual é o seu? 





Um Feliz Natal, repleto de saúde e ternura...
Porque saúde é o que importa...
E o resto?
O resto nós corremos atrás em 2012...


Carlos Leger Sherman Palmer







P.S.

Anote:


Horus (egípcio) 3000 a.C.
- nasceu dia 25 de dezembro;
- nasceu de uma “virgem”, a deusa Ísis-Meri com Osíris;
- nascimento acompanhado por uma estrela a Leste;
- estrela seguida por 3 reis;
- aos 12 anos, era uma criança prodígio;
- batizado aos 30 anos;
- começou seu ministério aos 30;
- tinha 12 discípulos e viajou com eles;
- operou milagres e andou sobre as águas;
- era “chamado” de Filho de Deus, Luz do Mundo, A Verdade, Filho adorado de Deus, Bom Pastor, Cordeiro de Deus, etc;
- foi traído, crucificado, enterrado e ressuscitou 3 dias depois.


Nos outros deuses, encontramos a mesma estrutura “mitológica”. Vejamos:

Mitra (persa – romano) 1200 a.C
- nasceu dia 25 de dezembro;
- nasceu de uma virgem;
- teve 12 discípulos;
- praticou milagres;
- morreu crucificado;
- ressuscitou no 3º dia;
- era chamado de “A Verdade”, “A Luz”;
- veio para lavar os pecados da humanidade;
- foi batizado;
- como deus, tinha um “filho”, chamado Zoroastro.

Attis (Frígia – Roma) 1200 a.C.
- nasceu dia 25 de dezembro;
- nasceu de uma virgem;
- foi crucificado, morreu e foi enterrado;
- ressuscitou no 3º dia;

Krishna (hindu – índia) 900 a.C
- nasceu dia 25 de dezembro;
- nasceu de uma virgem;
- uma estrela avisou a sua chegada;
- fez milagres;
- após morrer, ressuscitou.

Dionísio (Grego) 500 a.C
- nasceu de uma virgem;
- foi peregrino (viajante);
- transformou água em vinho;
- chamado de Rei dos reis, Alpha e Ômega;
- após a morte, ressuscitou;
- era chamado de “Filho pródigo de Deus”.

Qualquer semelhança não é mera coincidência...

Existem outros deuses com características muito semelhantes a estes... Estes são os mais conhecidos, e os que co-existiram com a nova religião, chamada de cristianismo... Ou seja, quando o cristianismo surgiu, tais deuses ainda eram adorados...


PENSO, LOGO RIO!!!







5 comentários:

  1. Vou ler com calma tem muita coisa interessante nesse blog pelo que vi. Abraços.

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  2. Obrigado Mari... Seja muito bem vinda... Beijos...

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  3. Também vou ler com muita calma pois é uma lenda muito interessante.

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  4. Bem vindo Jorge... Bom, esta é a História... A Lenda é o Cristianismo... Feliz Natal, e um abraço...

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