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sábado, 28 de janeiro de 2012

De Ockham a Balú... Keep it Simple... And Keep Walking...




A Navalha de Ockham é um princípio lógico, enunciado pelo frade franciscano, o inglês William de Ockham  (século XIV), inspiração para o personagem 'William de Baskerville' no memorável 'O Nome da Rosa' de Humberto Eco... O princípio pode ser resumido da seguinte forma: "para qualquer fenômeno, devemos assumir apenas as premissas estritamente necessárias à explicação do fenômeno, e eliminar todas as que não causariam qualquer diferença aparente nas predições da hipótese ou teoria". O princípio pode ser ainda definido pela expressão latina 'Lex Parsimoniae' ou Lei da Parcimónia:

"entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem" 
"as entidades não devem ser multiplicadas além da necessidade"

Podemos ainda parafrasear o conceito como:

"Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenômeno, a mais simples é a melhor"...

O princípio recomenda ainda que, selecionemos a teoria explicativa que implique no menor número de premissas assumidas e o menor número de entidades... Originalmente um princípio da filosofia reducionista do nominalismo, é hoje tido como uma das máximas heurísticas (regra geral) que aconselham economia, parcimônia e simplicidade, especialmente nas teorias científicas...

"pluralitas non est ponenda sine neccesitate"
"pluralidades não devem ser assumidas sem necessidade"

A Navalha de Occam defende a intuição de que a natureza é por si só econômica, optando invariavelmente pelo caminho mais simples... Este princípio ficou conhecido como "Navalha de Ockham" a partir do século XIX, através dos trabalhos de Sir William Hamilton...

Ao longo da história da ciência o conceito da Navalha de Ockham foi utilizado em para selecionar entre leis alternativas, como no clássico caso da escolha da Teoria Eletromagnética de James Maxwell, em detrimento da teoria do éter luminoso...

O conceito foi ainda satirizado por Einstein: 

"tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas nunca mais simples do que isso"... 

Também expresso por Antoine de Saint-Exupéry como: 

"a perfeição não é alcançada quando já não há mais nada para adicionar, mas quando já não há mais nada que se possa retirar"...

No filme Mogli, o urso Baú ilustra muito bem o conceito:

"somente o necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais..."

Podemos invocar ainda os Titãs:

"só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder..."

Carlos Sherman

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