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domingo, 2 de setembro de 2012

O vibrião da superstição...



Um equívoco recorrente, daqueles que não são capazes de distinguir entre aquilo em que podemos acreditar - a partir de evidências, provas e fatos -, daquilo em que queremos acreditar - pelo medo, pela doutrinação, pela tradição -; é argumentar contra o ceticismo - e ateísmo - pelo exemplo chinês... Consideram, erroneamente que a China é um exemplo de ceticismo... Se assim fosse, seriamos mais numerosos do que os crentes, o que  seria um enorme esperança para a humanidade... Mas não é...

A China vive imersa em tradições e superstições... E pode ser considerada, ao lado da Índia, como um viveiro da crendice e da superstição... Tal equívoco, considerar a China como descrente, decorre da propaganda da atabalhoada, patética, criminosa e hipócrita Revolução Comunista Chinesa de Mao - Tsé Tung...

Na época do grande surto de cólera (Vibrio choleraechinês, no início do século XX, a maior dificuldade para conter o avanço da doença foram as crendices... Os chineses acreditavam por exemplo que deveriam manter cadáveres em casa para um breve descanso do espírito do morto, ou enterrá-los à beira do rio... Os chineses acreditavam que os espíritos precisavam ser enterrados ao lado do rio para que pudessem beber água... É isso aí... E acreditavam que os deuses da guerra os estavam protegendo... Os mortos neste período puderam ser contados aos milhões, e os deuses da guerra nada puderam contra o vibrião colérico - uma bactéria em forma de vírgula que se multiplica rapidamente no intestino humano produzindo uma potente toxina que provoca diarreia intensa, e a morte...

Nem ateus nem cristãos, os chineses sempre foram e ainda são 'crentes na crença'... Acreditam em espíritos, fantasmas, agouros, presságios, e sua vida cotidiana está apinhada de crendices, que superam em muito às crendices de uma beata católica, um crente pentecostal, ou um praticante da Umbanda... 

Assim foi, assim é...

Carlos Sherman

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