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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Aroldo...




ASSINATURA
Por Aroldo Filho

Nada paga a competência de ser original
Nem apaga tua sapiência quando um rival te copia
Por mais simples que a poesia seja
Sem guarida não há mal que se propague

Todavia, o vírus sempre encontra uma via
Passando-se por criador
Quando na verdade é cria
Por isso se faz up grade

O mundo não pode ficar em stand by
O up date da grade é a evolução
Arte é a assinatura do meu ser
É o que fica quando o dia se vai

E a frialdade da noite se esvai
Formando a minha estrutura



CEREJA
Por Aroldo Filho

A cereja brilha mais que o confeiteiro
Deseja ser além do bolo inteiro
Por mais que seja distinta
Adorada em sua cor tinta

Nenhum alarde a fará mudar de forma
Forma alguma a tornará em outra fruta
Nem em verdura, legume ou grão
É ridículo querer ser o sol quem nem luz própria tem

Vive em função do vintém
Mais uma falsa estrela
O céu está cheio delas
Mil querelas inúteis

Em busca de tapetes vermelhos
Defeituosos espelhos e confetes tão fúteis



REMÉDIO
Por Aroldo Filho

O verdadeiro remédio é o tédio
Nessa vida de fissuras
A cura é loucura
Cultura migrante

A morte é mirante
Um mero retorno
Universo: ciclo de paradoxos
Os mais ortodoxos viraram capitalistas

Neo-nazistas controlam o mundo
Profetas vagabundos com a carta do jogo
Incendiários apagando o fogo
Hilários mergulhados no russo pessimismo

Filosofia por aforismo científico
Ateísmo visto como salvação niilista

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