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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Podemos viver muito bem sem deuses... Por quê?




Por que o ateísmo pode substituir a religião: estudo
[Por Cesar Grossmann]

A questão de por que o ateísmo é mais predominante em países ricos do que pobres tem ocupado os antropólogos por cerca de 80 anos. A crença em Deus declina na maior parte dos países desenvolvidos e o ateísmo está concentrado em países europeus como a Suécia (64% de descrentes), Dinamarca (48%), França (44%) e Alemanha (42%), enquanto que na África Sub-saariana a quantidade de ateus é inferior a 1%.

Ateísmo e crença em Deus: Vejam os percentuais dos países
[Por Marcelo Ribeiro]

Pesquisadores investigaram os dados coletados de diversos países em uma ou duas oportunidades entre 1991 e 2008. Foi perguntado sobre suas crenças em Deus.

O estudo — que foi baseado em uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago, nos EUA — foi efetuado em 30 países e não incluiu o Brasil. Nós tiramos algumas conclusões destes dados.

Os participantes foram questionados se são crentes em Deus ou ateístas, a mudança em suas crenças de acordo com o tempo e suas atitudes sobre a noção de Deus intervir diretamente em suas vidas pessoais.

As informações abaixo vieram apenas dos extremos “estou certo da existência de Deus” e “não acredito em Deus”:

PARCELA DE RESIDENTES 
CERTOS DA EXISTÊNCIA DE DEUS

Japão: 4,3%
Alemanha Oriental: 7,8%
Suécia: 10,2%
República Tcheca: 11,1%
Dinamarca: 13,0%
Noruega: 14,8%
França: 15,5%
Grã Bretanha: 16,8%
Países Baixos: 21,2%
Áustria: 21,4%
Letônia: 21,7%
Hungria: 23,5%
Eslovênia: 23,6%
Austrália: 24,9%
Suíça: 25,0%
Nova Zelândia: 26,4%
Alemanha Ocidental: 26,7%
Rússia: 30,5%
Espanha: 38,4%
Eslováquia: 39,2%
Itália: 41,0%
Irlanda: 43,2%
Irlanda do Norte: 45,6%
Portugal: 50,9%
Chipre: 59,0%
Estados Unidos: 60,6%
Polônia: 62,0%
Israel: 65,5%
Chile: 79,4%
Filipinas: 83,6%

PERCENTUAL DE RESIDENTES ATEÍSTAS

Alemanha Oriental: 52,1%
República Tcheca: 39,9%
França: 23,3%
Países Baixos: 19,7%
Suécia: 19,3%
Letônia: 18,3%
Grã Bretanha: 18,0%
Dinamarca: 17,9%
Noruega: 17,4%
Austrália: 15,9%
Hungria: 15,2%
Eslovênia: 13,2%
Nova Zelândia: 12,6%
Eslováquia: 11,7%
Alemanha Ocidental: 10,3%
Espanha: 9,7%
Suíça: 9,3%
Áustria: 9,2%
Japão: 8,7%
Rússia: 6,8%
Irlanda do Norte: 6,6%
Israel: 6,0%
Itália: 5,9%
Portugal: 5,1%
Irlanda: 5,0%
Polônia: 3,3%
Estados Unidos: 3,0%
Chile: 1,9%
Chipre: 1,9%
Filipinas: 0,7%
[LiveScience]


[Por Cesar Grossmann]
Baseado no fato que quanto mais educação, maior a taxa de descrentes, o antropólogo James Fraser propôs que as previsões científicas e o controle da natureza suplantaria a religião como forma de controlar a incerteza nas nossas vidas.


Ateístas são mais comuns entre pessoas com nível superior e que vivem em cidades, e estão mais concentrados em social-democracias europeias. O ateísmo parece florescer mais entre pessoas que se sentem economicamente seguras. Mas por quê?

Quanto menos desenvolvido é o país mais se acredita em Deus
[Por Marcelo Ribeiro]

Um recente levantamento mostrou qual a parcela de crentes em Deus e ateístas temos pelo mundo. Apesar dos dados terem sido coletados em épocas diferentes (entre 1991 e 2008) nós utilizamos nossas parcas habilidades em Excel para agrupar tudo e gerar outros números.

Utilizando a lista de países por Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nós agrupamos os cinco que são mais desenvolvidos, os cinco menos desenvolvidos e traçamos médias simples dos níveis de crença em Deus ou de ateísmo.

A média daqueles que estão certos da existência de Deus nos países mais desenvolvidos (28%) é quase a metade que dos menos desenvolvidos (53%). Curiosamente a tendência de ateísmo é inversamente proporcional à que vimos acima com os mais desenvolvidos (15%) mostrando cerca do dobro de ateístas do que os menos desenvolvidos (7%).



Fica claro que quanto maior é o desenvolvimento humano em um país, menor é a tendência de se creditar na existência de Deus. Os EUA são a zebra da lista, pois mesmo sendo o quarto país com maior IDH do mundo tem uma proporção altíssima de crentes — seis a cada dez — para ateístas que são apenas 3%.

Vale ressaltar que toda a lista mostra países com uma média alta de desenvolvimento humano. Os menos desenvolvidos da lista são Filipinas, Rússia e Chile. O Chile é o 44º da lista do IDH (considerado muito alto), e a Rússia no 66º (considerado alto). As Filipinas estão em 112º e são consideradas de médio desenvolvimento humano.


Em um estudo feito em 137 países, o psicólogo evolucionista Nigel Barber aponta que, aparentemente, as pessoas se voltam à religião como uma proteção para as dificuldades e incertezas da vida. Em social-democracias, há menos medo e incertezas sobre o futuro por conta de programas de promoção do bem-estar. Países com melhor distribuição de renda também têm mais ateus.

Em contraste, países onde as doenças infecciosas são mais comuns também há a crença em Deus maior. E em países mais religiosos, a fertilidade também é maior, pela promoção do casamento pela religião. Por fim, a religiosidade também é maior em países onde a população rural é maior.

Crença no inferno reduz comportamento criminoso?
[Por Stephanie D’Ornelas]

A maior parte das religiões que são fundamentadas na crença em Deus pregam regras bem específicas para seus seguidores. Matar e roubar, por exemplo, são pecados que podem levar alguém direto para o inferno. Ou será que não? Depende de como Deus é visto em cada religião (e por cada pessoa) especificamente.

Uma nova pesquisa norte-americana aponta que em sociedades nas quais as pessoas acreditam em um Deus punitivo – que não pensa duas vezes antes de mandar alguém para o inferno – as taxas de criminalidade são menores. Já nas regiões em que a população acredita em um Deus misericordioso e que perdoa os pecados na Terra, as taxas de criminalidade são mais elevadas.

Resumindo, quem acha que o céu é para poucos escolhidos tem mais receio em cometer crimes e acabar ardendo no mármore do inferno pelo resto da eternidade. Pessoas que acreditam em um Deus que vai as perdoar tendem a cometer crimes com mais facilidade.

O estudo, realizado pela Universidade de Oregon (EUA), foi liderado pelo professor Azim Shariff, que fez parte de uma pesquisa em 2011 que mostrou que existe uma relação estreita entre crença religiosa e honestidade. No estudo realizado no ano passado, intitulado Different Views of God Predict Cheating Behavior (Deuses maus geram pessoas boas: diferentes visões sobre Deus ajudam a prever comportamento e trapaças), os pesquisadores mostraram que estudantes universitários que creem em um Deus punitivo tendem a trapacear menos e a serem mais honestos por medo do inferno.

A nova pesquisa que mostra a relação entre a crença em um Deus punitivo e criminalidade foi feita a partir de dados de 143.197 pessoas de 67 países, coletados por 26 anos. O estudo revela que não é relevante estudar apenas quantas pessoas acreditam ou não em Deus, mas de que forma é essa crença. Os pesquisadores ressaltam, entretanto, que embora os dados e comparação entre crença em Deus e criminalidade sejam precisos, é preciso ter calma antes de tomar conclusões. 
[ScienceDaily/CaML/PlosOne]


[Por Cesar Grossmann]
Mesmo as funções psicológicas da religião enfrentam uma competição acirrada nas sociedades modernas, com as pessoas procurando médicos, psicólogos e psiquiatras quando têm problemas psicológicos.


Segundo Nigel, as razões pelas quais as igrejas perdem expressão em países desenvolvidos podem ser resumidas em termos de mercado.

Primeiro, com uma ciência melhor, redes de segurança governamentais e famílias menores, há menos medo e incerteza na vida das pessoas, e, portanto, um mercado menor para a religião.

De onde surgiram tantos ateus?
[Por Luciana Galastri]

Uma pesquisa na Universidade de Oxford mostrou que cerca de 48% dos estudantes não acreditam em Deus. Talvez isso não seja tão surpreendente – a maioria das pessoas acredita que ateus sejam bem instruídos, principalmente os de Oxford que têm como professor o ícone do ateísmo Richard Dawkins.

Mas há algumas curiosidades sobre isso quando a “população amostral” da pesquisa é o mundo e suas diferentes culturas, não Oxford. Estudos mostraram que há, sim, uma relação entre estudo e a fé em Deus, mas que o ateísmo é mais forte naqueles que têm apenas o ensino médio completo do que naqueles com nível superior completo.

A pesquisa também indicou que as pessoas com mais estudo tendem a acreditarem em coisas mais estranhas. 29% das pessoas com apenas o nível fundamental completo acreditavam em telepatia, contra 51,8% das pessoas com nível superior completo.

Essas pesquisas mostraram, também, que a questão religiosa não depende apenas do nível educacional, mas do sexo, do tipo de cultura e da idade dos entrevistados. Então os não-ateus podem ficar aliviados: já não há mais a crença de que eles sejam menos inteligentes que os ateus. 
[NewScientist]


[Por Cesar Grossmann]
Ao mesmo tempo, muitos produtos alternativos estão sendo oferecidos, como medicamentos psicotrópicos e diversão eletrônica, exigindo menos compromissos e respeito servil à crenças não científicas. 

[Psychology Today]




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