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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Sobre ambição desmedida, revoluções, formigas, e homens...





O que é UTOPIA?

Segundo a enciclopédia Britannica...


(...) Utopia, é uma comunidade ideal, cujos habitantes vivem em condições 'aparentemente' [grifo meu] perfeitas. Disso, advém o conceito de utópico, utilizado para designar visionário, ou queque tende a ser impossivelmente idealista.

A palavra 'utopia' foi criada por 'São Sir Thomas More', e foi cunhada em 1516 já no título de sua publicação, em Latim, "Libellus... de optimo reipublicae statu, deque nova insula Utopia" - cuja tradução seria algo como "Ponderando sobre o mais elevado estado da república e a nova ilha Utopia"... A palavra 'utopia' é uma composição de palavras gregas para "não" (ou) e "lugar" (topos), significando assim "lugar nenhum"... Veremos a seguir, que o neologismo não poderia ser mais apropriado para designar o fantasioso 'estado' idealizado por More, e que segue o modelo de outra célebre fantasia pueril, a 'República' de Platão... Tais pérolas da ficção - seção 'Contos de Fadas' - viriam a ser convertidas, em sua versão gótica, siderúrgica e fanfarrônica, no terrível tropeço 'marxista' - que melhor seria descrito, pelo grau de irrealidade, pelo neologismo 'marxiano'...

'São Sir Thomas More' (1478-1535) foi um homem de estado, diplomata, escritor, advogado e ocupou vários cargos públicos, e em especial, de 1529 a 1532, o cargo de "Lord Chancellor" (Chanceler do Reino - o primeiro leigo em vários séculos) de Henrique VIII da Inglaterra... More descreveu a si mesmo como um homem "de família honrada, sem ser célebre, e um tanto entendido em letras"... Era filho do juiz Sir John More, e foi investido cavaleiro por Eduardo IV - daí o Sir... Apesar de ser considerado um dos grandes humanistas do Renascimento, foi canonizado como 'santo' pela 'Santa' Igreja Católica em 9 de Maio de 1935, e sua 'festa litúrgica' é celebrada em 22 de Junho - daí o São... É mole? 


More, teve profunda influência sobre Montaigne, que por sua vez foi devorado por Rousseau e que finalmente foi canibalizado por Marx; em outra vertente pode ter sido absorvido pelo freudismo - mas esta é outra estória dentro da História... Mas o conceito de 'utopia' foi idealizado e encenado por 'São Sir Thomas More' em sua obra magna, hoje conhecida singelamente como 'Utopia'... Segundo vários historiadores, More ficou fascinado pelas extraordinárias narrativas de Américo Vespúcio sobre a recém avistada ilha de Fernando de Noronha, em 1503... More então idealizou um lugar novo e puro onde residiria uma sociedade perfeita... O termo passou então a designar a ideia de uma civilização perfeita, imaginária, fictícia... Um "lugar que não existe", e que teimo em insistir, um lugar que não seria bom para viver...

A utopia de More descreve uma sociedade organizada 'racionalmente', que estabelece - impõe - a propriedade comum dos bens... Não enviam seus cidadãos à guerra - salvo em casos extremos -, mas contrata mercenários entre seus vizinhos mais belicosos - ops!!!...  Todos os cidadãos da ilha vivem em casas iguais, a diferença interpessoal - e natural - não é considerada... Trabalham por períodos no campo e em seu tempo livre se dedicam a leitura e a arte... Mas quem proverá a leitura e a arte, e de onde virão as diferenças artísticas, diante de tal modelo 'uniformista'? Toda a organização social da ilha conduz à completa dissolução das diferenças e a fomentar a igualdade... Não apenas condições iguais, mas pessoas moldadas como iguais, com rotinas iguais... E este é o problema... Por exemplo, todas as cidades são geograficamente iguais, e na "ilha" impera uma "paz total" e uma "harmonia de interesses resultante de sua organização social", utópica... O homem e sua variantes genéticas, neurofisiológicas, bioquímicas, não tem lugar... Na ilha todo conflito foi eliminado, assim como suas potenciais possibilidades de materialização... Tudo isso é verdadeiramente assustador, além de completamente irreal, infantil e pueril... 

Em geral se concebe como comunidade utópica uma sociedade 'perfeita', embora 'inexistente', nos moldes paradisíacos, mas sem explicar claramente como tal 'milagre' será obtido, e sempre partindo da falsa premissa de que 'somos todos iguais', e desprezando a força imperativa da genética, acentuando as nossas salutares e necessárias diferenças... Exacerba-se a figura de um organização completamente equitativa na distribuição dos recursos, a partir da eliminação de nossa impulsão natural ao empreendimento, em diferentes medidas... Queremos coisas diferentes entre nós, e entre nós e o conceito de 'perfeição messiânica' de More... O que é perfeição para More pode ser o inferno para outros...

Na Utopia de More todos os suprimentos necessários à sobrevivência são oferecidos gratuitamente, e ninguém retira mais do que necessita, e não há necessidade de estocar alimento, já que é oferecido em abundância - rsrsrsr, ai ai... Apesar do dinheiro não ser necessário, este é acumulado pela república utópica pela venda de matéria-prima para outras nações e às vezes é usado para financiar guerras no exterior - rsrsrsrs, infantil e realmente 'utópico', posto que tal sistema, se completamente isolado e diminuto em população, e contando com a sorte de suprimentos 'infinitos' em termos de alimento e energia, poderia até merecer alguns minutos de atenção, mas considerando o seu convívio com outras repúblicas não utópicas, fatalmente seria contaminado pela LIBERDADE...

More no entanto foi um homem coerente, e cuja retidão não pode ser retocada... Recebeu uma tremenda batata quente ao substituir o Arcebispo de York como chanceler no histórico divórcio e seguido de anulação de casamento de Henrique VIII... Na queda de braço entre o Vaticano e o rei inglês, foi a cabeça de More que rolou... Henrique VIII rompeu com a Santa Sé, sagrando-se líder espiritual da Igreja Anglicana... More recusou-se a prestar juramento ao rei na figura de líder da Igreja da Inglaterra naquele que ficou conhecido como o Ato de Supremacia... Pelo atrevimento  de More, em toda a exuberância de sua Integridade Intelectual - divergências conceituais à parte - o réu foi condenado "a ser suspenso pelo pescoço e cair em terra ainda vivo, para depois ser esquartejado, e finalmente decapitado"... Mas, em "consideração" à importância do condenado, o rei, "por clemência", reduziu a pena à "simples decapitação"... More foi decapitado e teve a sua cabeça exposta durante um mês na Torre de Londres... 

Morreu um homem digno, íntegro até o fim - embora o seu pensamento sob muitos aspectos não tenha passado de 'utopia' e moralismo eclesiástico... More foi então considerado pela Santa Sé como um modelo de fidelidade e martírio em nome da Igreja, tendo sido, portanto, canonizado por decreto papal em 1935 por Pio XI... Mas sua atitude representou muito mais do isso, More foi fiel à sua consciência enfrentado a arbitrariedade, o que merece o mais profundo respeito humano...

A 'república' utópica de More, no entanto, já havia sido preconizada e encenada por Platão (427-347 AEC), em seu programa estatal impraticável, onde a justiça seria encontrada se - de forma um tanto simplista - "todos fizerem seu trabalho e cuidarem dos próprios assuntos"... Mas se não der certo pouca importância terá pois Platão profetiza de maneira incrivelmente vaga:

"(...) talvez no outro mundo ela esteja assentada como um modelo, um modelo que aqueles que o desejarem poderão contemplar e, assim, conseguir pôr em ordem as próprias cidades. Se tal cidade existe - ou se de fato existirá - não importa, pois tais pessoas viverão à maneira da cidade ideal e nada terão a ver com qualquer outro modelo"

Isso é ridículo... Leia mais uma vez, sem esquecer que este é o idolatrado e endeusado Platão... Sim... Foi ele mesmo quem escreveu está imbecilidade, esta pérola do non sense, esta verborragia vaga e vazia, que vai do nada ao lugar algum, em um parágrafo longo... Mas vamos adiante na República utópica de Platão, inspiração para More, e berço para viagem marxista... Veja como Platão começa sua República anedótica:

- Sócrates: Vamos considerar, antes de mais nada, como o modo de vida dos cidadãos, agora que assim os estabelecemos. Não produziram cereais, e vinho, e roupas, e calçados, e construirão casas para si? E quando estiverem abrigados, trabalharão, no verão, comumente, despidos e descalços, mas no inverno substancialmente vestidos e calçados. Eles se alimentarão de farinha de cevada e de trigo, assando-as e sovando-as, preparando bolos nobres e pães; eles os servirão sobre esteiras de junco ou folhas limpas, deitando-se enquanto comem sobre leitos espargidos com teixo e murta. E se regalarão com os filhos, bebendo vinho que fermentaram, com grinaldas na cabeça e cantando hinos em louvor aos deuses, em alegre conversação uns com os outros. E tomarão cuidado para que o tamanho das famílias não extrapole seus recursos/ prevendo a pobreza ou a guerra.

Rsrsrssrs, e então Glauco - adoro este cara - interpela:

- Glauco: Mas você não lhes deu qualquer condimento para as refeições.

Rsrsrsrs, estou transcrevendo a 'famosa' República de Platão, não é uma redação do meu sobrinho na quarta série, nem um papo gourmet entre Palmirinha e Ana Maria Braga... Mas Sócrates leva a sério, afinal isto é uma República - cuidemos do cardápio gastronômico de TODOS OS DIA ora bolas!!! -, e anui ao pedido de Glauco:

- Sócrates: É verdade, havia esquecido. É claro que devem ter condimentos - sal, olivas e queijo, e cozinharão raízes e ervas, dessas que costumam preparar as pessoas do campo. Para sobremesa lhes daremos figos, ervilhas e feijões; e assarão bagas de murta e bolotas de carvalho na fogueira, bebendo com moderação. E com tal dieta podem esperar viver em paz e saúde até idade avançada e legar uma vida semelhante aos seus filhos após a morte.

A expectativa de vida média em na Grécia de Platão - e Sócrates - girava torno dos 40 anos de idade - similar ao Homem de Cro-magnon no Paleolítico Superior - há 40.000 anos... O sentido da República de Platão parece escapar completamente a Sócrates - este Sócrates platônico -, a menos que seja só isso, uma discussão superficial e mega-utópica sobre "figos, ervilhas e feijões"... Este é o 'estadozinho frugal minimalista e vegetariano', pra lá de utópico, deste 'Sócrates platônico'; e vejam, estão discorrendo sobre a formação de um estado, e começando por definir o seu cardápio gastronômico... Estas são transcrições da República de Platão:

A exegese de tais obras não deixa dúvida sobre a força da velha crença dominante de que a natureza humana não passa de uma 'tábula rasa' - termo cunhado por John Locke (1632-1704) -, uma folha em branco no qual a personalidade e o caráter, são impressos por meio da cultura e do processo de socialização; desprezando inteiramente a condição natural do ser humano, em favor de uma 'sociologização' do comportamento... 

Tal premissa equivocada, nortearia o pensamento ocidental, de Platão a Marx, passando por More, Montaigne e Rousseau, para citar apenas uma das inúmeras ramificações que tal doutrina - a tábula rasa - produziu... O freudismo e as próprias tradições espirituais, navegaram a mesma nau... Não somos produtos do meio, com Marx 'reafirmou'... O aprendizado do meio, possibilitado e dirigido por nossa genética, operando a partir de nosso bioquímica e neurofisiologia, constitui o nosso complexo comportamento... Conceitos utópicos, como a "construção do novo homem" de Lenin, não só são uma caricatura falaciosa da realidade, como não passam de um "novo homem" 'segundo a visão leninista-marxista', utópico, irreal, e surreal... 

Os séculos vindouros tratariam de cristalizar o conceito de utopia como uma saída crítica - e possível (será?) - para escapar de regimes perversos e arbitrários, como a Inglaterra de Henrique VIII, a partir da elucubração de um estado ideal, mas 'atingível pela ação racional do homem social', e a partir de sua luta para converter-se em seu contrário, 'o bom selvagem', o puro ser primitivo, preenchendo a tábula rasa, a partir da correta doutrina sociológica... Mas se a própria sociologia depende da complexidade e da evolução do homem primitivo, como ficamos? Um Reductio ad absurdum parece inevitável, não acham? Claro que sim... 

Ou seja, utopia passou a designar a idealização de nosso desígnio mais nobre, repletos de ingenuidade, justiça e otimismo - ou ilusionismo... Ou talvez, a promessa vazia, e não testada, de uma organização impossível de ser realizada, posto que está fundamentada em falácias, remetendo à pura fantasia ou ficção filosófica... 

O grande problema do marxismo, reside no fato de que Marx -  administrado e financiado por Engels - decidiu deixar o mundinho utópico da especulação filosófica, e partir para a ação... E este movimento derramou muito sangue, e atrasou a saga humana... Pelo menos hoje sabemos 'o que não funciona'... Impor, arbitrar, sob pretexto de romper o estado de imposição e arbítrio, é apenas trocar seis por meia dúzia... Mas muto pagaram com a vida, na Era da Utopias, nas mãos do fanatismo marxista, de viés leninista-stalinista, maoísta, ou sistemas análogos, como o hitlerismo e o fascismo em todas as suas modalidades...

O "Socialismo Utópico” tornou-se assim, a encarnação da ingenuidade do retorno ao 'bom selvagem' de Rousseau, a partir do idealismo possível da 'tábula rasa' de Locke, e tudo isso envolto em cinismo e ilusão fervorosa... Este manancial de bondades, deveria ser convertido em ação, e foi, a partir do Manifesto de Marx, em benefício de uma versão atuante da organização socialista, apresentada como única solução possível, e salvação messiânica, para romper séculos de miséria e sofrimento, o Samsara civilizatório, encerrando, portanto, um ciclo de 'vidas sociais', em reencarnações históricas, em favor da LUX MARXIANA... A assim foi, movido por tais desígnios 'religiosos', que as bandeiras foram 'içadas', assim como os fuzis, em nome do amor, no melhor estilo bíblico, e mais uma Cruzada varreu a Terra... Triste destino...

Marx e Engels argumentavam que não partiam de meras fantasias 'platônico-moreanas-rousseaulianas' - entre outros teóricos como Tomaso Campanella, de Charles Fourier, de Robert Owen ou de Pierre-Joseph Proudhon -, mas sim de um modelo real, baseado apenas na crítica radical da situação existente, com base em sua visão do Leviatã Capitalista... Se a situação pode ser concebida ideologicamente, logo ela é real, rsrsrsr.. Será??? E então podemos prever mecanismos para modificá-la, e então a modificação de algo 'real' deverá ser 'real'... Certo???? Depende... 

Partindo das doutrinas da 'tábula rasa' e do 'bom selvagem', estaremos tentando modificar a realidade com varinhas de condão... Achando que podemos dizer à 'humanidade' o que eles devem querer, e com que deverão se contentar, estaremos confrontando a realidade com irrealidade... Mas, a partir da 'constatação óbvia', ao menos para Marx e Enegls, de que o capitalismo encerrava uma contradição em si, explicada pelo dogma do "caráter social da produção", e de sua consequente "apropriação privada", nefasta, indevida, através das hábeis maracutaias capitalistas, e munidos do chavão da "luta de classes", o povo foi conclamado a governar, em um colossal gesto de populismo utópico...

O caráter “científico” do socialismo marxista foi consagrado na "Introdução à Crítica da Economia Política" - também de Marx -, onde, resumidamente, é afirmado que em algum ponto do processo de desenvolvimento - capitalista -, as forças produtivas da sociedade - trabalhadores - entraram em choque com as relações de produção existentes - relações de empregatícias e de trabalho, iniciativa privadas -, e tal conflito deflagra a ruptura entre a "superestrutura" da sociedade, relativa ao caráter social das relações de produção, e a sua base, dominada pela apropriação privada dos meios de produção - pelos capitalistas malvadões - claro... 

Uma era revolucionária então abre caminho, com foice e martelo, e muita violência... E a "nova sociedade emerge da velha para realizar a reconciliação entre forças produtivas", ou 'o juízo final'... pomposas palavras, e uma respeitável inteligência à serviço de uma falácia utópica baseada em falsas premissas... Então, as relações de produção, sem os grilhões da propriedade privada e da opressão política das classes dominantes sobre a maioria da população, avançaram em direção à vida eterna... E provavelmente em direção à um novo ciclo, de conflito e ruptura - a reencarnação... Marx agrada a gregos, 'goianos', cristãos e budistas, com uma s´´o 'escritura sagrada'... 

Foi o que se viu... O marxismo e seus ritos sagrados, por mais que sejam negados, provaram na prática, a infantilidade de seus postulados... Não significa que o Socialismo/Comunismo verdadeiro ou puro, não foi 'ainda' tentado, significa que esta ilusão é deveras irreal, inverossímil, piegas, populista, e, portanto, impraticável; i.e., UTÓPICA...

Segundo a fábula anedótica, no melhor estilo bíblico, o socialismo seria uma espécie de purgatório, a partir do qual atingiríamos o nirvana comunista... Uma espécie de ilha de Lesbos, o Eldorado, a Ilhota de More ou a república platônica... A verdade inequívoca, é que o 'MUNDO MARXIANO' trata messianicamente de "figos, ervilhas e feijões", enquanto dá volta e voltas, em linguagem empolada e circular, baseando-se nas doutrinas superadas da 'tábula rasa' e 'do bom selvagem'... 

O 'bom selvagem' evoluiu para a realidade, na organização social a partir de anseios de decorrência genética, que culminam em comportamentos culturais - e sociais - e não o contrário... Empreendemos porque somos impelidos a isso, porque advém da natureza humana... A 'tábula rasa' de Locke, está sendo preenchida pela Genética e pela Neurociência, e o panorama é bem distinto da doutrina do homem como produto do meio...

Finalmente, a própria sociologia, que é parida neste estado de coisas, pelas ideologias do final do século XIX, está assentada sobre falácias... Durkheim promulga que "omnia cultura ex cultura", ou que o fenômeno cultural - ou social - só pode ser explicado pelo fato cultural - ou social... Ledo engano... 

OMNIA CULTURA EX HOMINEM

Não são apenas infindáveis dados estatísticos e científicos, mas também um sem número de experimentos que 'comprovam' que a mente humana não está sujeita à este nível de maleabilidade, da construção leninista do "homem novo", nem por meio da mal entendida 'plasticidade neural'... Não é por acaso que tal estado hipnótico, utópico, que irrompeu com a foice sangrenta e o martelo aterrador, no século XIX, alardeando profeticamente sobre 'a obsolescência das democracias', 'o ideal revolucionário', 'abolindo toda forma de policiamento interno e defesa armada de territórios', e apregoando a boa nova de que 'a sociedade pode e deve ser organizada de cima para baixo', tenham freado o seus ímpetos com o fim da década de 1960... Tudo isso era e é falso... Parafraseando Pinker, a visão trágica e a visão utópica inspiraram bizarras manifestações históricas, que só podemos perceber com clareza, depois que a poeria baixou - e os corpos foram sepultados... Podemos hoje contabilizar esta experiência na Psicologia Evolutiva e Comportamental, enquanto a Sociologia deve calar e aprender...  

Foi neste campo de batalha, que E. O. Wilson estréia o seu conceito de Biologia Evolucionista e Genética Comportamental, na década de 1970, quando o balanço está sendo feito... O ideário 'revolucionário' está 'morto' - assim como deus -, a tábula rasa - e sua negação da natureza humana, e da potência daquilo que é inato -, a falácia do bom selvagem - que repudia os nossos instintos e diferenças, em favor de um 'santidade' ou pureza original -, e o fantasma da máquina - uma alma imaterial, uma mente que pode escolher melhores arranjos sociais... Os pedaços de tais falácias estão atirados ao chão... E ali estavam cientistas falando em 'genes egoístas', falando no impulso pessoal para a auto-preservação e de seus parentes genéticos, falando sobre a impulsão na defesa do 'nós', que questiona e se confronta com são 'eles'... Analisando de perto o altruísmo, pertinência ou não, e causas, assim como o racismo, o sentimento nacional, a adesão política e religiosa... Analisando as diferenças entre a genética e o comportamento de gênero, analisando a pertinência do senso moral, do interesse pessoal e de grupo, e analisando sobretudo a nosso tendência ao auto-engano... Cientistas analisavam os conflitos em função do interesse genético, dependentes de nosso comportamento social como animais, e não como seres superiores... A máxima darwiniana alcança o status de profecia - cumprida -, eramos finalmente descritos como animais, e diferenciados em nossa atividade 'mental' - cerebral -, apenas por uma questão de GRAU, de grau de complexidade, e não de TIPO, de tipo de sistema neural... E asseguravam aos proponentes da visão trágica, de que a 'tragédia', a luta, a "luta de classes", a disputa, eram consequências naturais de nossa condição HUMANA - troppo umana...

A visão utópica é solapada, e esquecida no horizonte... Parafraseando Pinker, seguem alguns bons motivos para confrontar falsas ideologias - fantasiadas ora de esquerda ora de direita, conservadores ou liberais, mas embaladas por ôba-ôbas utópicos e falaciosos:

1. A primazia dos laços familiares em todas as sociedades humanas e em todos os tempos, e a consequente demarcação entre 'nós' e 'eles', assim como a atração pelo nepotismo e pela conceito de herança patrimonial e de privilégios sociais;

2. A universalidade do etnocentrismo, da hostilidade entre grupos em todas as sociedades conhecidas, bem como esta hostilidade pode irromper entre diferentes grupos dentro de uma mesma sociedade ou cultura;

3. As limitações reais da partilha comunitária de bens de consumo;

4. O etos humano da reciprocidade - payback -, e o colapso de contribuição para bens públicos quando a reciprocidade não pode ser implementada;

5. O fenômeno do Social Loafing: em Psicologia social, o social loafing caracteriza-se pelo fato de que muitas pessoas exercem menos esforço para alcançar um objetivo, quando trabalham em um grupo, do que o esforço que poderiam produzir se trabalhassem sozinhas... Este fenômeno é visto como um dos principais fatores para a improdutividade, considerando o desempenho combinado entre os membros de um grupo... As soluções estão relacionadas com modelos de gestão, controle e estímulo... O social loafing também está associado a dos outros fenômenos: a Teoria do "Free-Rider" e o "Efeito Aproveitador";

6. Teoria do Free-Rider: em Economia, Psicologia e Ciência Política, e negociação coletiva, o problema do free rider é descrito como uma situação em que os indivíduos ou organizações consumem mais do que deveriam, ou representando 'um ombro a menos' para dividir o peso equitativo dos custos de produção... O extremo deste comportamento seria o 'parasitismo', considerado como um severo problema econômico, quando leva à não-produção ou sub-produção de um bem público ou privado, mas eminentemente relacionado ao uso excessivo de um bem comum - i.e., à ineficiência de Pareto. O problema do free rider tem raízes profundas em negociações de forma geral, e em questões relativas à compatibilidade de incentivos... Em uma dada negociação, seja ela contratual, laboral, os participantes muitas vezes podem oferecer menos do que eles estão dispostos a pagar na esperança de melhorar a sua própria posição... Isso cria problemas, porque desconhecemos as curvas de desempenho dos competidores, e a mais valia poderá ficar comprometida, mas cabe ao gestor, corrigir desvios iniciais, provenientes da barganha, analisando a curva de desempenho;

7. O Efeito Aproveitador: considera a diferença inerente a cada ser humano, e trata da resultante exercida por um grupo, para compensar o peso de indivíduos ineptos ou ineficientes - geneticamente... Ringelmann, precursor dos estudos nesta área, descobriu que, em geral, membros de um grupo tendem a exercer menos esforço para puxar uma corda do que indivíduos sozinhos - isso também repercute quando envolvemos a tecnologia, grupos online, etc... Além de características genéticas e neurofisiológicas, e culturais, observa-se que o fenômeno está relacionado com a percepção individual, de que o seu esforço não será repercutir como um problema para o grupo;

8. A universalidade de conceitos como a dominância de uns sobre outros, liderança versus anuência, assim como a universalidade da violência - assim como a solidariedade -, mesmo entre os caçadores coletores, considerados falaciosamente como pacíficos... E o respectivo conhecimento atual, sobre os mecanismos genéticos e comportamentais que fundamento tal distribuição de conduta;

9. A importância da hereditariedade sobre o comportamento, e sobretudo sobre a inteligência, a conscienciosidade, as atitudes sociais e anti-sociais, assim como a tendência a refletir a violência, e a tendência a aprender com os seus próprios erros... O que implica sempre, que algum tipo de desigualdade será esperada sobre o resultado, mesmo vivendo em situação igualitária, e partindo dos mesmos recursos... Devemos almejar sociedade igualitárias em suas regras, mas precisaremos entender que o resultado será individual, e dependerá de questões involuntárias como a genética... Este é o conflito entre igualdade e liberdade;

10. Certa predominância dos mecanismos de auto-defesa, de parcialidade em defesa do interesse próprio, acompanhado dos respectivos desvios de confirmação e da redução da dissonância cognitiva - caminho pelo qual as pessoas iludem a si mesmas em relação às sua autonomia, integridade e sabedoria;

11. A parcialidade do senso moral humano, o nepotismo, o corporativismo, em função do interesse próprio;

12. A suscetibilidade ao comportamento pautado por tabus, falso moralismo, e a subsequente tendência a confundir moralidade com conformidade e alinhamento ideológico, hierarquia;

A primeira revolução deflagrada com uma visão nitidamente utópica, foi a Revolução Francesa... Na visão 'poética' - quase apologeta - do poeta William Wordsworth, a natureza humana "parecia renascida"... Era somente um desvio de confirmação, uma dissonância cognitiva, parecia mas não estava renascida, e o tempo testemunharia esta realidade... A nobre revolução pretendia derrubar o "ancien régime" - como aliás prescrevem os ritos de todas as revoluções -, para dar lugar ao "nouveau régime"... E a História viria a registrar 'um pouco mais do mesmo', nas 'revoluções' que se seguiram...

A 'salvação' viria pelas cabeças da autoridade empossada, composta por uma estirpe de líderes moralmente superiores, e claramente lembro de ter lido sobre isso, na figura do personagem platônico 'Sócrates', e lembro-em ainda de haver indagado: 'mas quem escolherá os líderes, sábios, e aqueles que são moralmente superior?'... E a santíssima trindade revolucionária, os nobres ideais de "Liberté, Egalité, Fraternité", entre um grito e outro, entre o som do cadafalso e da guilhotina... 

Robespierre, outrora fiel defensor dos direitos humanos e civis, firmava o destino de centenas, e depois milhares na engenhosa máquina de matar - sem dor - do Doutor Guillotin... Este mesmo 'líder', após abolir as religiões, trata de originar um outro culto, desta vez à Deusa da Razão, e de quebra a si mesmo... Mas em 6 de junho de 1794, o rolar das carroças silenciou e a guilhotina ficou imóvel... Robespierre promulgara um novo feriado religioso: o Festival do Ser Supremo... Ele queria substituir o antigo deus judaico-cristão-islâmico-espírita, por um novo, a Deusa da Razão... Mera falácia nomotética...

Ele patrocinou esse culto ao Ser Supremo em junho de 1794, com coros de gente vestida de branco e uma montanha de papel machê no centro de Paris. E num momento crítico da cerimônia, o próprio Robespierre emergiu do topo dessa montanha trajando uma toga, e descendo.” - David Bell

A 'Revolução' mandou um líder após o outro, do "ancien régime", para o para a guilhotina, mas depois os homens moralmente superiores começaram a discordar entre si sobre 'moralidade', e os líderes do "nouveau régime", foram convocados para perder suas cabeças... Um a um, conforme fracassavam os "humanos renascidos", foram sendo eliminados, até que já não era possível diferir os antigos usurpadores dos novos... A rotatividade de tais líderes, que não se mostravam à altura da missão moral, além de não denotarem suficiente sabedoria, produziu consternação, e um vácuo preenchido pela tirania napoleônica...


'Liberdade, Igualdade e Fraternidade', como princípios, devem ser pensados, proferidos, mas sobretudo praticados... Se o 'processo' revolucionário começa a não praticar as palavras que proferiu, alguma coisa está cheirando mal; e não é somente o queijo Roquefort...


A Revolução Russa encenou a mesma peça, revestida apenas por uma sombra gótica... O Comunismo trilhou caminho similar, mas bem piorado e macabro, na URSS e na China, assim como os seus regimes subsidiários no Vietnam, Korea, e Cuba... Trata-se de uma falácia nomotética, um novo nome para o mesmo fim, a crença na crença, mesmo recheada de algum racionalismo e intelectualismo, mas em flagrante atentado e contraste com os próprios fundamentos da lógica, do racionalismo e de COERÊNCIA - ou Ética, se preferirem -, mas sobretudo em contraste com a realidade humana, com a realidade sobre o comportamento humano... A ditadura, a supressão dos direitos individuais, através da prestidigitação pseudo-racional, pseudo-intelectual, não passou e não passa de falácia...


Nas sábias palavras de Camus - um homem livre e coerente:


"Contar-se-ão nos dedos da mão, os comunistas que chegaram à Revolução pelo estudo do marxismo... Convertem-se primeiro e só depois leem as Escrituras..."

Albert Camus
(O Homem Revoltado - L´homme révolté)


A Revolução Russa também veio embalada pela visão utópica, e também executou os seus líderes, até fixar-se no culto à personalidade de Lenin - o messias, o enviado, o beatificado -, para finalmente desembocar no açougue stalinista... A Revolução Chinesa 'pôs fé' na sabedoria, moralidade e benevolência de um homem, que finalmente demonstrou ser o exemplo perfeito para a antítese simultânea deste três conceitos... Mao superou-se em matéria de ambição, tirania, luxúria, crueldade, delírio e auto-engano...

Não existem dúvidas de que a natureza humana é a maior prova da futilidade das revoluções políticas, baseadas meramente na ambição, delírio, vontade, e conceitos 'morais' de um par de líderes revolucionários, carismáticos e irresponsáveis, quando não padecem de severas psicoses... Nas sábias palavras do grupo inglês The Who:

"Meet the new boss; same as the old boss" ("Apresento-lhes o novo chefe; igual ao velho chefe")

Este não é pois, uma ode à passividade, nem um ato derradeiro de conformismo... Ao contrário, trata-se da atitude corajosa de indispor-se com os velhos e novos líderes, para acentuar a necessidade de entender a natureza humana, para que possamos promover um melhoramento contínuo... A história das culturas não deixa dúvidas sobre o processo social humano, contínuo, dinâmico, convergente, contingente... Escrevi certa vez, na letra de uma de minhas canções: "a história não começa aqui, os ritos da guerra, e o poder como fim"...

Thomas Sowell - economista, crítico social, comentarista político e autor - salienta que o marxismo é um híbrido de duas visões, pois invoca uma descrição trágica do passado, criticando os modos de produção anteriores, com a falsa dicotomia da escolha entre somente duas formas de organização social, o feudalismo e o capitalismo 'selvagem'; enquanto invoca - por outro lado - uma visão utópica para o futuro, na qual poderemos moldar - sem maiores dificuldades - a nossa natureza, e toda a natureza humana, em plena interação dialética com um "Novo Mundo", seus meios materiais e sociais... As pessoas serão motivadas pela auto-realização, em vez do auto-interesse - "De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades" -, segundo a visão profética - e bíblica - de Marx:

"Na fase superior da sociedade comunista, quando houver desaparecido a subordinação escravizadora dos indivíduos à divisão do trabalho e, com ela, o contraste entre o trabalho intelectual e o trabalho manual; quando o trabalho não for somente um meio de vida, mas a primeira necessidade vital; quando, com o desenvolvimento dos indivíduos em todos os seus aspectos, crescerem também as forças produtivas e jorrarem em caudais os mananciais da riqueza coletiva, só então será possível ultrapassar-se totalmente o estreito horizonte do direito burguês e a sociedade poderá inscrever em suas bandeiras: De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades." - Karl Marx

Marx buscou inspiração na Bíblia, mais especificamente no "Novo Testamento", e na parábola sobre o "Reino de Deus":

"E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe." - Mateus [25:15];


"Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade." - Atos [2:45];

"Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade." - Atos [4:32-35];

Marx tinha verdadeira obsessão por sagra-se um personagem histórico, e persegue este objetivo sem escrúpulos, sua 'revelação' tem similaridade com a iluminação messiânica budista, judaico-cristã-islâmica, e também com a auto-análise freudiana... E sua 'missão messiânica', histórica, pode ser melhor absorvida com a leitura do seguinte 'versículo marxiano':

"(..) a genuína resolução do antagonismo entre homem e natureza e entre homem e homem; é a verdadeira resolução do conflito entre existência e essência, objetificação e auto-afirmação, liberdade e necessidade, indivíduo e espécie. É o enigma da História resolvido"

O que não é capaz de fazer um bom contador de estórias, e uma boa estória... Ao mesmo tempo me sinto enternecido e aterrorizado com este pensamento... Bons contadores de estórias promoveram a morte, em larga escala... Belíssimas palavras, pomposas, magnânimas, mas inteiramente falsas, e baseadas em suposições equivocadas, que levariam assassinos a esconderem-se sob o manto de ideólogos... Tal mensagem resume a tragédia gótica e a utopia fútil da mensagem marxista, além da presunção de um homem... Marx imaginava que seriamos perfeitamente adestrados, assim, num átimo, desprezando pelo menos a História, já que pouco sabia sobre a Evolução, e nada sabia sobre a Genética e a Neurociência Cognitiva... Mas ainda assim, a desculpa da contextualização não soluciona o problema... Muitos dos seus contemporâneos poderiam ter originado as ideias marxista, e de certa forma o fizeram, mas a ambição obstinada de Marx, além da falta de escrúpulos, adicionou um ingrediente à mais, transformando Marx no efetivo profeto do marxismo...

Marx fez pouco caso do legítimo - e consagrado - temor de Bukinin - Mikhail Aleksandrovitch Bakunin -, sobre a escalada do despotismo e do autoritarismo em os trabalhadores 'apoderados' - os eleitos... Marx deu de ombros, em seu populismo barato, fútil, infantil, mas também irresponsável e inescrupuloso:

"Se o senhor Bakunin fosse conhecedor apenas da posição de um gerente de uma cooperativa de trabalhadores, poderia mandar para o diabo todos os seus pesadelos sobre autoridade."

Poderíamos rolar de rir, se a tragédia marxiana não houvesse destroçado com a sua estupidez um bom pedaço de nossa História... E o que Marx tinha em mente, quando se referia a 'trabalhadores'? Todos somos de alguma maneira trabalhadores... Todos... Seria apenas uma questão de transposição, e no lugar de trabalhadores poderíamos dizer 'uma cooperativa humana'... Ou o pulo do gato está na 'cooperativa'? Ou ser proprietário, gerente, de uma empresa faz de um homem menos 'trabalhador'? O ser proprietário, uma vez que de forma geral, trabalhadores costumam fundar seus próprios negócios, é uma 'maldição' - em si??? É tão absurdo, que poderia ser risível, se não fosse o que foi: trágico...

Na época de toda esta sandice hipnótica, qualquer debate científico sobre a natureza humana era imediatamente incendiado, e declarado 'errado'... Tudo pelo partido, tudo pelo partido único... De acéfalos em Cristo para acéfalos em Marx... E esta mácula subsiste até hoje... Mas a História é um tipo de registro 'científico', e os seus dados mostram quem estava errado, sendo o marxismo considerado hoje como um terrível experimento fracassado... Os países que adotaram esta visão distorcida, repleta de vícios de consentimento, desvios de confirmação e falácias, entraram em colapso, voltado atrás, ou vegetando em ditaduras arqueológicas - como a Korea do Norte e Cuba... A China é um exemplo de hipocrisia sórdida, ainda travestida de comunismo, mas amargando as piores condições laborais do planeta, enquanto pratica um 'capitalismo de mercado inescrupuloso', uma ditadura, sem eleições diretas, um partido único, sem liberdade de expressão, sem liberdades ou direitos individuais... A China é um comunismo de mentirinha...

A ambição de 'refazer' a natureza humana, pelo desejo doentio do controle das massas, produziu uma sucessão de líderes totalitários, assassinos em série... A suposição de que existem seres iluminados, planejadores de mundos, centralizadores, moralmente incorruptíveis, desinteressados, imparciais, semi-deuses, ou deuses, decorre também de nossa genética, comportamento e evolução... Existe uma Biologia para a Crença...

Mas Wilson, o especialista mundial em formigas, pode ter rido por último em seu veredicto sobre o marxismo: "teoria maravilhosa, espécie errada"... Muito bom, mas considero suave demais:

MARXISMO? TEORIA INFANTIL, ARROGANTE, COMPLETO DESCONHECIMENTO SOBRE O COMPORTAMENTO HUMANO, POPULISMO DESCARADO E AMBIÇÃO SEM LIMITES, RESULTADOS TRÁGICOS...

Carlos Sherman 



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