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terça-feira, 19 de março de 2013

Um encontro à escuras




Quando as vicissitudes se amontoam, e uma tempestade de proporções colossais, impossível de suportar, 'parece' irromper sobre o seu destino... Quando o desespero parece ser o inescapável e derradeiro gesto, uma última carta subsistirá em sua mão - ou não encontrarás nada... O encontro com o homem que você é... De fato... Este será o seu alento, ou a sua derrocada... 

A paz da integridade intelectual e da ética conduzem à certeza do conforto, no espaço diminuto que agora ocupas: a sua consciência... E será por meio da luta, e com a fronte em riste, ou por meio da calma dos mortos, e que espera incólume e impassível pela tempestade passar, que saberás sempre que 'não há nada como um dia depois do outro'... 

E mesmo quando, diante da certeza de seu último dia, neste hiato de nossa inexistência, olharás para a vida que viveu, da altura do homem que és, e a calma será a mesma, mas agora diante da morte não metafórica... 

Não podemos escapar do encontro com nós mesmos... Nem hoje, e nem diante da morte... E somente dependerá da vida que vivemos, o tom e a emoção deste encontro, de cada encontro, até o fim... E que venham as tempestades...

Carlos Sherman   

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