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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Ateu sim, ateísta não...



Em resposta ao seguinte questionário:

Essa é para os ateus ex-religiosos:
1 - Como tornou-se ateu? Foi um processo lento ou demorado? O que realmente teve um impacto determinante para que isso acontecesse?
2 - O que isso mudou em sua vida, o que você perdeu e o que ganhou? O que considera ponto positivo ou negativo do ateísmo?
3 - Você tem a necessidade de divulgar seu ateísmo? Por que?

Carlos Leger Sherman Palmer:

1. As minhas crenças foram substituídas paulatinamente por conhecimento... O 'saber que' deu lugar ao 'saber como'...

2. Não considero importante falar em 'ateísmo', mas sim no singelo conhecimento de que 'deuses', todos eles, são amuletos culturais, deflagrados pelo medo e pela falta de conhecimento... Evidentemente saber como a realidade funciona é acachapantemente poderoso... A maior conquista é a integridade intelectual, que abre caminhos para - mas não assegura - uma sólida atitude ética... Também podemos a partir de tal entendimento deflagrar uma luta ativa contra os estelionatários do púlpito, assim como auxiliar na proteção do rebanho neuro-dependente de tais facínoras...

3. Considero o 'ateísmo' e todos os 'ismos' e 'anti-ismos' - em geral - despropositados... E não considero que haja consenso entre 'ateus'... Descobrir que deuses são fenômenos culturais, antropológicos e neuropsicológicos, não nos torna um grupo de identidade... Não nos identificamos por proposições negativas, e sim por proposições positivas... O grupo dos 'sem-deus' pouco diz... Considero antes de tudo minhas proposições positivas, e neste sentido afiguro-me como um homem livre, pensante, que submete suas decisões ao escrutínio da razão... Defendo o direito à vida, às liberdades individuais... Estudo o comportamento humano a partir de sua neurofisiologia, bioquímica e genética, que culminarão com um perfil de aprendizado - e não o contrário...

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